- O Congresso evita repetir a reação forte de 2025 diante de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros.
- EUA estudam impor tarifas de 25% sobre o Brasil; em seguida, há ameaça adicional de 12,5% sobre vários países, incluindo o Brasil.
- Governistas veem a resposta mais na dimensão política do que em medidas concretas, associando a medida ao senador Flávio Bolsonaro.
- O Senado avalia nova comitiva para abrir diálogo com autoridades norte-americanas, buscando reduzir danos à economia brasileira.
- Atualmente há missão oficial a Washington, com agenda de reuniões políticas e diplomáticas para discutir tarifas e relação bilateral.
O Congresso avalia como improvável repetir a reação forte de 2025 diante de um possível tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Câmara e Senado buscam respostas políticas e institucionais, com menos apelo à paralisação de atividades do que no passado.
Governistas veem o tema como disputa política, não apenas econômica. A ideia é associar a medida ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), figura-chave da direita na corrida presidencial, após ele ter viagem recente aos EUA. A estratégia busca desgaste político do governo.
Líderes do Centrão apostam em negociação e em novas missões aos EUA para manter canal de diálogo aberto e reduzir danos econômicos, sem exigir medidas legislativas de grande impacto de imediato.
Nova comitiva
O Senado avalia enviar nova comitiva para Washington, como ocorreu em 2025. O objetivo é tentar reverter o efeito do tarifaço e abrir espaço para diálogo com parlamentares, autoridades e setores econômicos norte-americanos.
Trad, que coordenou a CRE na época, disse que a missão pode buscar reduzir danos, não ter garantias de reversão total. A ideia é ouvir setores, levantar informações e definir encaminhamentos com utilidade concreta.
Missão oficial
No momento, a base governista prioriza uma missão oficial a Washington. O grupo inclui deputados como Pedro Uczai, Jandira Feghali, Pedro Campos e André Janones. A agenda prevê reuniões com congressistas, diplomatas e representantes de organismos internacionais.
Parlamentares reconhecem que a estratégia atual foca mais na interlocução diplomática do que em ações legislativas semelhantes ao tarifaço anterior. O objetivo é manter o diálogo e evitar consequências amplas para a relação bilateral.
Entre na conversa da comunidade