- A Câmara aprovou a PEC que encerra a escala 6×1, com folga de pelo menos dois dias por semana e redução da jornada para 40 horas em duas etapas, sem redução de salário.
- No Senado, a tramitação ainda depende de definição de encaminhamento; Alcolumbre pediu calma e afirmou que deve haver pelo menos uma comissão antes do plenário, com reunião de líderes marcada para pós Corpus Christi.
- O movimento pró-fim da 6×1 recebe apoio de parte do governo, enquanto houve resistência de entidades empresariais que apontam aumento de custos e de preços.
- Oposição apresentou uma PEC alternativa, permitindo regime por horas com flexibilidade, sem obrigatoriedade de redução de salário nem folgas fixas.
- O caminho no Senado envolve CCJ e possivelmente outras comissões; calendário de Copa do Mundo, festas juninas e recesso podem atrasar a tramitação, com possibilidades de alterações no texto.
A Câmara dos Deputados aprovou a proposta que mantém o fim da escala 6×1, abrindo caminho para mudanças na jornada de trabalho. A tramitação no Senado segue incerta, com debates sobre o rito e o momento adequado para avançar.
leaders do Senado aguardavam reunião com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, para definir o encaminhamento da PEC. O encontro ficou para depois do feriado de Corpus Christi. Não houve data marcada.
Alcolumbre indicou, na sessão do Senado, que prefere cautela. Ele disse que o texto merece discussão profunda e, ao menos, uma comissão antes do plenário. A fala coincide com a expectativa de que a CCJ analise a matéria primeiro.
Situação no Senado e possíveis desdobramentos
Especialistas divergem sobre o rito na CCJ e em quais comissões a PEC poderá passar. Há expectativa de que a proposta atravesse a CCJ antes de ir ao plenário, com possibilidade de audiências públicas.
Oposição e governo avaliavam cenários distintos. Um grupo crítico defende a manutenção da agenda atual e a análise cuidadosa, enquanto apoiadores da mudança defendem tramitação mais ágil por conta do impacto econômico e político.
Pilotos da oposição apresentaram uma PEC alternativa que flexibiliza a opção entre regimes de trabalho, mantendo salários estáveis. A proposta prevê que o trabalhador escolha entre regime CLT ou regime com base em horas, sem obrigatoriedade de redução salarial.
Reações e contexto político
Entidades setoriais manifestaram apoio a diferentes caminhos. A Fiesp e a CNI expressaram preocupações com custos e com impactos inflacionários que podem surgir com o fim da escala. A oposição divulgou críticas à velocidade de tramitação.
Paralelamente, movimentos sociais preparam ações para pressionar o Senado, com apoio de centrais sindicais. A mobilização visa influenciar a decisão sobre a PEC que altera a Constituição.
O calendário ajuda a entender o atraso provável. Junho traz festas regionais e a Copa do Mundo, reduzindo a atuação parlamentar, seguido do recesso de julho. Esses fatores podem ampliar o tempo de tramitação.
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