- O presidente Lula chamou o senador Flávio Bolsonaro de “imbecil” por fomentar briga entre o governo brasileiro e os Estados Unidos para obter vantagem política, na reunião ministerial de 3 de junho de 2026.
- Ele disse que brasileiros que incentivam punição ao país para prejudicar a atuação do governo prejudicam o povo, e classificou o ato como traição da pátria.
- Lula citou a proposta norte-americana de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, sem mencionar o senador nominalmente.
- O tom da fala ocorreu durante a 1ª reunião ministerial ampliada após mudanças na articulação política e ante a escalada de tensões comerciais com os EUA.
- O presidente pediu maior alinhamento entre ministérios, informou que inaugurações e anúncios devem passar pela Casa Civil e afirmou a necessidade de agir até 3 de julho.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o senador Flávio Bolsonaro como insano de intencionalidade ao fomentar desavenças entre o governo brasileiro e os Estados Unidos para obter vantagem eleitoral. A observação ocorreu durante a segunda reunião ministerial do ano, realizada no Palácio do Planalto na quarta-feira, 3 de junho de 2026. Lula não citou o nome do senador, mas mencionou brasileiros que promovem atrito com os EUA para tirar proveito político, definindo a conduta como traição à pátria.
Segundo relato oficial, o tema surgiu em meio a uma discussão sobre a proposta norte-americana de tarifar 25% produtos brasileiros. O presidente afirmou que tais ações prejudicam o povo brasileiro e não apenas ele ou seu governo, destacando que pedir punição ao país com esse objetivo é uma grosseria. A fala ocorreu na presença de 38 ministros.
Lula reforçou que o ato poderia ser classificado como traição à pátria, em seu entender, caso repetido em outros contextos históricos e geográficos. A menção visa sinalizar a gravidade de interferência política externa para fins eleitorais.
Na mesma semana, o presidente já havia citado o mesmo senador com tom duro durante outra ocasião pública, associando o episódio a encontros com autoridades norte-americanas. O episódio ocorre após o pai do parlamentar ter participado de reunião com o presidente dos EUA anterior à divulgação da proposta.
O encontro ministerial ampliado foi o primeiro desde a reforma na articulação política do governo e a escalada de tensões comerciais com os EUA. Além de discutir a tarifa, Lula cobrou maior celeridade nas entregas governamentais e melhor coordenação entre ministérios.
O presidente pediu que obras e anúncios sejam filtrados pela Casa Civil e criticou a falta de comunicação entre pastas e o Planalto. A mensagem destacou a necessidade de alinhamento entre os membros da Esplanada para cumprir metas até o dia 3 de julho.
Ao finalizar, Lula enfatizou a importância de não depender de veiculações pela imprensa para futuras informações oficiais, reiterando a necessidade de transparência e organização entre os próximos passos do governo.
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