- O Ministério Público de São Paulo pediu que cada um dos 11 réus pague R$ 40 milhões por dano moral coletivo e dano social, totalizando R$ 440 milhões no caso do esquema do PCC envolvendo corrupção policial.
- O Gaeco afirma que os acusados promoveram o PCC desde 2018, destaca a “economia do crime” da facção e cita a participação de agentes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
- A investigação utilizou dados de telefones, relatórios da Receita Federal e do Coaf, além da delação premiada de Vinícius Gritzbach, que foi apresentado com documentos e vídeos; Gritzbach foi assassinado em novembro de 2024.
- A fase de instrução ocorreu após a denúncia, com 13 audiências, 61 testemunhas ouvidas e interrogatório dos réus; ao final, promotores entregaram o pedido de condenação.
- Todos os sete agentes da Polícia Civil citados estão afastados da corporação; a defesa de alguns réus pode pedir absolvição em diversos crimes, e a ação tramita na 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital.
O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação de 11 réus ligados ao esquema do PCC, sob acusação de corrupção policial. O pedido soma R$ 440 milhões em indenização por dano moral coletivo e dano social, com cada denunciado sendo chamado a pagar R$ 40 milhões.
Segundo o Gaeco, a acusação sustenta que os réus promoveram o PCC desde 2018, mantendo a chamada “economia do crime” sob a coordenação da facção. A investigação aponta envolvimento de agentes do DHPP no esquema.
O processo está na fase final, desde a denúncia apresentada em fevereiro de 2025, com instrução já concluída. Ao todo, 13 audiências foram realizadas e 61 testemunhas ouvidas, além dos interrogatórios dos réus.
Quem são os réus
Entre os acusados estão Ademir Pereira de Andrade, apontado como agiota e operador financeiro do PCC, e Ahmed Hassan Saleh, advogado ligado ao “Cebola” do PCC. Também figuram investigadores da Polícia Civil, como Eduardo Lopes Monteiro e Fabio Baena Martin, além de outros agentes.
Marcelo Marques de Sousa, conhecido como Bombom, e Marcelo Roberto Ruggieri, o Xará, integram a lista de policiais civis réus. Rogério de Almeida Felicio, amplamente ligado ao PCC, está entre os investigados, assim como Danielle Bezerra dos Santos, sua esposa.
Outros réus são Valdenir Paulo de Almeida, o Xixo, e Valmir Pinheiro, o Bolsonaro, ambos investigadores da Polícia Civil. Robinson Granger de Moura, conhecido como Molly, também figura entre os envolvidos. Ao todo, sete agentes da polícia são citados na ação.
Medidas e andamento
A defesa de um delegado citado ainda não teve sucesso em pedidos, com o MP pleiteando a absolvição dele em alguns crimes. Todos os sete agentes citados estão afastados da corporação, com vencimentos preservados, conforme dados oficiais.
A investigação também utilizou dados de telefones, relatórios da Receita Federal e do Coaf, além de depoimentos. A delação premiada de Vinícius Gritzbach foi fundamental, mas ele foi assassinado em novembro de 2024 no Aeroporto de Guarulhos.
Fase processual e próximos passos
Após a denúncia de 27 de fevereiro de 2025, a fase de instrução teve conclusão com a apresentação de provas. O Ministério Público já apresentou o pedido de condenação, cabendo às defesas requerer absolvição. A sentença será proferida pela 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital.
A Secretaria de Segurança Pública informou que seis policiais civis investigados continuam custodiados. A instituição ressalta que não compactua com desvios e que os procedimentos disciplinares seguem em andamento.
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