- A curadora Renata Prado acusa censura após críticas de parlamentares da direita, afirmando que a exposição foi encerrada antecipadamente.
- A mostra deveria ficar em cartaz até agosto, mas foi encerrada no domingo, 31 de maio, no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.
- O museu informou que o encerramento ocorreu para montar duas novas exposições, mantendo o tempo médio de seis meses para mostras temporárias.
- A exposição, com 473 obras, apresentava o impacto cultural do funk no Brasil e suas origens, tendo sido criada pelo Museu de Arte do Rio (MAR) e levada a São Paulo no ano passado.
- Parlamentares do PSL apoiaram denúncias ao Ministério Público, alegando conteúdo inadequado para jovens; críticos também destacaram questionamentos sobre a presença de temas ligados à “narcocultura” na mostra.
O Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, encerrou antecipadamente a mostra sobre funk intitulada Funk: Um Grito de Ousadia e Liberdade. A curadora Renata Prado acusa censura após críticas de parlamentares de direita. A exposição encerraria em agosto, mas foi interrompida no domingo, 31 de maio.
Prado afirma, em rede social, que o encerramento ocorreu em razão da pressão pública de agentes políticos da extrema direita. Ela sustenta que o ato não minimiza a importância das obras nem a contribuição do funk como expressão cultural brasileira.
O museu confirmou o encerramento para abrir duas novas mostras, mantendo o tempo de exibição de seis meses para mostras temporárias. A exposição, com 473 obras, buscava evidenciar o impacto cultural do funk e suas origens, tendo chegado a São Paulo após passagem pelo MAR, do Rio de Janeiro, em 2023.
O QUE DIZ O MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
O museu informou que encerrou a mostra para viabilizar novas iniciativas e que não houve tentativa de censura. Ressaltou ainda que o objetivo é ampliar a programação para o público, sem especificar prazos das novas exposições.
CONTEXTO DA CONTROVÉRSIA
Críticas vieram de parlamentares de direita, incluindo o deputado estadual Tenente Coimbra (PL), que denunciou o material ao Ministério Público de São Paulo. Outros representantes do PL questionaram a adequação da mostra para jovens, especialmente em visitas escolares.
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