- A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou o Alabama a usar um mapa eleitoral que favorece os republicanos nas eleições legislativas deste ano.
- A decisão derruba a ordem anterior, que considerava o redesenho intencionalmente discriminatório contra a população negra.
- O estado pode substituir o mapa atual, com dois distritos de maioria negra, por um mapa com apenas um, ampliando a vantagem republicana.
- A autorização ocorre em meio a uma onda de redesenho de distritos no sul, incentivada pela agenda de manter a maioria republicana na Câmara.
- O Alabama tem cerca de 27% de população negra; no mês passado, a Supreme Court já havia atingido distritos na Louisiana e enfraquecido a Lei dos Direitos de Voto, estimulando mudanças similares no sul.
A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou o Alabama a usar um mapa eleitoral com vantagem para os republicanos nas eleições legislativas deste ano. A decisão vem após a liderança do estado recorrer ao tribunal federal. O objetivo é permitir a troca do mapa vigente.
A medida desfaz uma decisão anterior de uma corte menor, que havia determinado que o Alabama utilizasse o mapa das eleições de 2024, que elegera dois democratas negros ao Congresso. A população negra representa a maioria em dois dos sete distritos do estado.
O aval da Suprema Corte ocorre em meio a uma onda de redesenho de distritos no sul dos EUA, associada a ações que fortemente impactam a composição legislativa. O movimento tem sido impulsionado por decisões judiciais e estratégias eleitorais para preservar maiorias partidárias.
Contexto e decisões anteriores
Em 2023, juízes locais consideraram que o mapa elaborado por deputados republicanos intencionalmente prejudicava o voto de cidadãos negros. O veredito apontou que o estado, com cerca de 27% de negros, deveria manter dois distritos com maioria negra.
Desdobramentos no cenário eleitoral
A decisão de hoje amplia o espaço para que o Alabama replique um desenho que favorece republicanos, alterando a distribuição de distritos e, consequentemente, de candidaturas. Advogados afirmam que o objetivo é garantir maior previsibilidade nas eleições.
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