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Vítimas de Jeffrey Epstein ignoradas pelo governo, afirma ex-ministro

Ex-ministro acusa governo de não ouvir vítimas de Epstein; documentos revelam tensões sobre Mandelson e supressão de mensagens

Alex Davies-Jones resigned as a justice minister in May
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  • A ex-ministra responsável pelas vítimas acusa o governo de não ouvir as sobreviventes de Jeffrey Epstein.
  • O deputado trabalhista Alex Davies-Jones, que se afastou do cargo em maio, disse que as vítimas foram tratadas como uma “nota de rodapé” na controvérsia sobre a nomeação de Mandelson como embaixador nos EUA.
  • O primeiro lote de documentos sobre Mandelson foi publicado em março, e mais de mil páginas foram liberadas na segunda-feira, mostrando mensagens entre Mandelson e ministros e críticas à operação No. 10 e ao primeiro-ministro.
  • Conservadores e oposição questionaram a publicação completa dos documentos e a ausência de registro sobre quando o PM tomou a decisão; também houve debate sobre o uso de apagar mensagens no WhatsApp pelo PM.
  • Mandelson nega conduta imprópria, enquanto o governo defende a divulgação dos documentos e afirma não haver encobrimento.

O ex-ministro de vítimas declarou que o governo não deu a devida atenção aos sobreviventes do sex offender Jeffrey Epstein. O comentário veio durante a sessão da Câmara dos Comuns, em meio a críticas sobre a nomeação de Lord Mandelson como embaixador no EUA. O assunto ganhou repercussão após a saída de uma antiga ministra da Justiça da oposição.

Alex Davies-Jones, parlamentar trabalhista que se demitiu em maio, afirmou que as vítimas têm sido tratadas como uma nota de rodapé na controvérsia sobre Mandelson. Em discurso, ela leu uma declaração de Lisa Phillips, uma sobrevivente norte-americana, que disse que o primeiro-ministro Keir Starmer não atendeu aos seus pedidos por uma reunião.

Darren Jones, ministro do Cabinet Office, mostrou disposição para encontrar as vítimas e pediu desculpas por ter tratado Mandelson de forma diferente devido ao poder político na bancada trabalhista. Em resposta, o governo divulgou mensagens entre Mandelson e ministros, exibindo aconselhamento, notícias e críticas à operação de No. 10, além de críticas ao próprio PM.

As primeiras publicações dos arquivos de Mandelson ocorreram em março, com mais de 1.000 páginas liberadas nesta segunda-feira. Os documentos contêm mensagens entre Mandelson e autoridades, revelando críticas e discussões sobre a gestão do caso.

Alguns materiais foram retidos mediante requerimento da Polícia Metropolitana, que investiga o parliamentário por acusações de má conduta no exercício de cargo público. Mandelson negou qualquer irregularidade.

A oposição conservadora pediu mais transparência sobre o volume de documentos relacionados a Mandelson, ao PM e a outras pessoas. Alegam que não houve registro claro de quando o premiê decidiu nomear Mandelson para o cargo.

Ministros defenderam a divulgação dos documentos já tornados públicos. Em meio ao debate, o ministro do Cabinet Office, Nick Thomas-Symonds, afirmou que rejeita a ideia de ocultação de informações, mesmo diante de perguntas sobre o recurso de autoexclusão de mensagens no WhatsApp.

No material publicado, poucas mensagens atribuídas ao PM foram apresentadas, com o premiê afirmando ter entregue todas as “mensagens que possuo” e afirmando ter cumprido o processo. O recurso de exclusão automática apaga mensagens após 24 horas, 7 dias ou 90 dias.

Um deputado conservador questionou o uso da função de autoexclusão, sugerindo que o episódio aumenta as suspeitas de encobrimento. A discussão segue enquanto autoridades investigam o conjunto de comunicações entre Mandelson, o PM e outros integrantes do governo.

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