- Monique Medeiros foi condenada a 1 ano e 4 meses de prisão pela omissão na tortura sofrida por Henry Borel.
- O júri desclassificou o crime de homicídio doloso para culposo, e ela deve cumprir em regime aberto; alvará de soltura deve sair em horas.
- Ela já cumpriu mais de três vezes a pena total e está livre, indo para a casa de familiares em Bangu.
- Jairinho permanece preso; defesa vai recorrer para tentar anular o júri e a acusação também pretende recorrer.
- A juíza comentou que o julgamento social foi maior por ela ser mulher, mencionando cobrança cultural desproporcional; defesa sustenta inocência.
Monique Medeiros foi condenada por omissão na tortura sofrida pelo filho Henry Borel. Jurados entenderam que houve negligência por parte dela, desclassificando o crime de homicídio doloso para culposo. A sentença soma 1 ano e 4 meses de prisão, a ser cumprida em regime aberto.
Logo após a leitura da sentença, a mãe de Henry retornou ao presídio durante a madrugada. A expectativa é de expedição de alvará de soltura nas próximas horas, com trâmites burocráticos ainda a serem formalizados pela Justiça.
Jairinho, ex-vereador Josias Júnior, permanece preso no complexo de Bangu. Os advogados de Monique anunciam recursos para reverter o júri, enquanto a acusação também tenta recorrer da decisão.
Juíza comenta o julgamento
A juíza Elizabeth Machado Louro afirmou que o julgamento social em torno de Monique foi mais severo por ela ser mulher. Segundo a magistrada, houve cobrança cultural desproporcional, em comparação com uma situação semelhante envolvendo o pai da criança.
A defesa de Monique, representada por Florence Rosa e Hugo Novais, sustenta a inocência e aponta violência física e psicológica contra a ré. Os advogados afirmam que a redução de culpa decorre de elementos de proteção à vítima.
A acusação informou que também irá recorrer da sentença, buscando manter o desfecho julgado pela Justiça. O caso continua sob acompanhamento do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
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