- Legisladores republicanos pediram ao Departamento de Justiça que investigue acusações de abuso sexual feitas por Sarah Kellen, ex-assistente de Jeffrey Epstein, envolvendo Frédéric Fekkai e Philip Levine.
- Em depoimento registrado em áudio, Kellen disse ter sido abusada sexualmente e psicologicamente por Epstein e, separadamente, por Fekkai e Levine, nos anos iniciais de 2000.
- Os congressistas afirmam que Fekkai e Levine são os “primeiros nomes” de conduta criminal listados no quadro da investigação sobre Epstein e encaminharam o caso ao DOJ.
- A carta também aponta que Levine aparece mais de 600 vezes nos arquivos de Epstein divulgados pelo DOJ, incluindo correspondência direta com Epstein e Ghislaine Maxwell.
- Fekkai e Levine negam qualquer crime relacionado a Epstein; Fekkai declarou à CNN que nunca abusou de ninguém e Levine disse que não tinha relação próxima com Epstein.
Republicanos pedem investigação do DoJ sobre supostos abusos envolvendo assistente de Epstein
Lide: Legisladores do partido Republicano solicitam ao Departamento de Justiça que investigue acusações de abuso sexual feitas pela ex-assessora de Jeffrey Epstein, Sarah Kellen, contra Frédéric Fekkai e Philip Levine. A solicitação veio após depoimento registrado a portas fechadas no fim de maio, durante apuração sobre Epstein.
O que aconteceu e quem está envolvido
Sarah Kellen, ex-assessora de Epstein, afirmou em entrevista transcrita ao comitê de supervisão da Câmara que foi alvo de abuso sexual e psicológico por Epstein e revelou acusações separadas de agressões cometidas por Fekkai, estilista de cabelo, e por Levine, ex-prefeito de Miami Beach.
Quando e onde ocorreu
As informações sobre os incidentes de Fekkai e Levine são apontadas como ocorridas no início dos anos 2000. A investigação é conduzida no contexto de uma apuração legislativa sobre Epstein, com a solicitação de abertura de procedimento formal ao DoJ.
Por quê e qual é o objetivo
Dois dos elementos centrais são: ampliar a transparência para as vítimas e iniciar apurações sobre condutas potencialmente criminosas envolvendo as duas pessoas citadas. Os parlamentares destacam que nem Fekkai nem Levine foram indiciados até o momento.
Apoio institucional e etapas seguintes
O grupo de republicanos, liderado pelo presidente do comitê, James Comer, encaminhou uma carta ao procurador-geral interino Todd Blanche pedindo que o DoJ utilize todas as ferramentas legais, incluindo imunidade para testemunhas, para investigar os casos apresentados e outros possíveis atos criminosos.
Contexto e respostas das partes envolvidas
Kellen relatou informações novas que ajudam a esclarecer o histórico de Epstein e supostas condutas criminosas envolvendo as pessoas citadas. O comitê enfatiza que não atua como órgão de fiscalização criminal, encaminhando as alegações ao DoJ para que haja uma apuração adequada.
Frédéric Fekkai e Philip Levine disseram não ter cometido crimes ligados a Epstein. A defesa de Fekkai comunicou que o estilista não abusou de ninguém e não apresentou relação com Epstein. Levine, por sua vez, afirmou, por meio de assessor, que houve apenas um encontro íntimo com outra pessoa adulta há quase 25 anos e negou qualquer ligação comercial com Epstein.
Legendas e contextualização histórica
Epstein faleceu em prisão de Manhattan em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações federais de tráfico sexual de menores. Os republicanos ressaltam que o nome de Levine aparece nos arquivos de Epstein, e que Fekkai era próximo a Epstein, com base em documentos divulgados pelo DoJ.
Observações finais sobre a condução do caso
A comitiva mantém o monitoramento das informações apresentadas por Kellen e segue buscando esclarecimentos formais. O objetivo é assegurar responsabilidade pelas vítimas e esclarecer possíveis apontamentos de conduta criminosa associada a Epstein e aos investigados, sem prejulgamentos.
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