- O Senado dos EUA rejeitou por 49 a 50 a emenda democrata que buscava bloquear um fundo de US$ 1,8 bilhão para pagar aliados de Donald Trump.
- Três senadores republicanos quebraram com o partido para apoiar a medida, juntando-se aos democratas.
- A disputa ocorre em meio a divergências dentro dos Republicanos sobre o fundo ligado à suposta política de “antimalwarenização” relacionada ao 6 de janeiro e ao financiamento do ICE e CBP.
- O procurador-geral interino, Todd Blanche, disse aos legisladores que o governo não avançará com o fundo, embora isso não encerre o debate no Congresso.
- Uma emenda de Tillis para redirecionar o dinheiro para o combate a fraudes pelo Departamento de Justiça falhou, recebendo apoio de apenas 11 republicanos e 3 democratas.
O Senado dos EUA rejeitou, de forma apertada, uma tentativa dos democratas de impedir a criação de um fundo de 1,8 bilhão de dólares para pagar aliados de Donald Trump. A divergência expôs fissuras dentro do próprio Partido Republicano.
A proposta partiu do líder democrata no Senado, Chuck Schumer, e visava inserir no projeto de financiamento de uma operação de deportação em massa uma proibição aos pagamentos. A votação durou três horas, com grupos de senadores discutindo no plenário.
O emaranhado político ficou evidente quando a emenda foi derrotada por 49 a 50. Três senadores republicanos, considerados vulneráveis no pleito de novembro, romperam com o partido e apoiaram os democratas.
Divisão no Partido Republicano se aprofunda
Mesmo com a derrota da emenda, o tema tende a reaparecer no Congresso. O plan de Trump para o chamado fundo de “antiesforço de armação” pode liberar acordos financeiros a pessoas ligadas à insurreição de 6 de janeiro, diversificando o debate sobre o orçamento da ICE e da CBP.
Nos bastidores, o procurador-geral interino Todd Blanche informou aos legisladores que o governo não avançará com o fundo. A fala não afastou a pressão de Schumer, que insistiu na aprovação de uma lei para impedir o uso do dinheiro.
Outros elementos da disputa incluíram a reação de Schumer a declarações de Trump sobre o fundo e as avaliações públicas sobre a viabilidade política da proposta. Daneamento eleitoral de candidatos republicanos também é citado como contexto da operação.
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