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Wagner liga Flávio a taxas dos EUA e cita traição

Wagner associa Flávio Bolsonaro a tarifas dos EUA e fala em traição; governo destaca Pix como sinal de soberania tecnológica

Para Wagner, o episódio desqualifica o Flávio para uma eventual disputa à Presidência
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  • O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, associou o senador Flávio Bolsonaro à proposta dos EUA de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, relacionando a visita de Flávio à Casa Branca ao anúncio das medidas.
  • Wagner usou o X para criticar Flávio, dizendo estar triste ao ver um senador “ir a outro país para pedir punição ao seu país de origem”.
  • O governo também aponta o Pix como motivo de resistência de setores financeiros, afirmando que “donos de cartão não gostam do Pix porque ele não tem taxa”.
  • As tarifas propostas pelos Estados Unidos ainda não entraram em vigor; podem valer a partir de julho, após audiências e consultas públicas.
  • O anúncio das tarifas ocorreu após investigações da Seção Trinta e um da Lei de Comércio de 1974, que apuram falhas no combate ao uso de trabalho forçado em cadeias produtivas.

Jaques Wagner (PT-BA) ligou na quarta-feira (3 jun) o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a uma possível aplicação de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros. A associação ocorreu em meio a críticas à ida de Flávio à Casa Branca para encontro com o presidente Donald Trump.

Segundo o líder do governo no Senado, o episódio seria parte de um movimento que pode levar a medidas protecionistas contra o Brasil. Wagner ressaltou ainda o projeto brasileiro de pagamentos instantâneos Pix, defendendo-o como inovação nacional que desagradaria setores financeiros estrangeiros.

De acordo com a avaliação de integrantes do governo, a visita de Flávio ao exterior foi vista como alinhada a um anúncio de tarifas. A leitura é de que o episódio acentuou discussões sobre política comercial e soberania econômica brasileira.

Proposta de tarifas dos EUA

O governo americano anunciou, na véspera, a conclusão de investigações sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A proposta é de tarifas adicionais de 12,5% sobre importações de 59 países, entre eles o Brasil e a União Europeia, por alegada falha no combate ao trabalho forçado na cadeia produtiva.

As tarifas ainda não entraram em vigor. A decisão depende de audiências e consultas públicas e pode valer a partir de julho, sujeita a alterações conforme o andamento do processo.

Envolvimento de Flávio Bolsonaro e Trump

A administração brasileira afirma que houve intervenção da família Bolsonaro durante a visita a Trump, ocorrida na semana anterior à divulgação das tarifas. Na ocasião, Trump divulgou foto com Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo no Salão Oval.

Em entrevista publicada na terça-feira, Flávio afirmou ter feito um pedido a Trump para evitar a taxação de empresas brasileiras e enfatizou a importância de valorizar o Pix, o etanol e outras tecnologias nacionais. O governo brasileiro afirma não compactuar com medidas que prejudiquem o país.

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