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Fachin rejeita pedido de suspeição de Nunes Marques no Caso Master

Fachin rejeita pedido de suspeição contra Kassio Nunes Marques por atraso; prazo de cinco dias após distribuição venceu em 31 de março de 2026

Nunes Marques foi escolhido, por sorteio, para julgar o mandado de segurança que trata da CPI do Banco Master. - (crédito: Rosinei Coutinho/STF)
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  • O presidente do STF, ministro Edson Fachin, negou o pedido de suspeição contra o ministro Kassio Nunes Marques, alegando que foi apresentado fora do prazo regimental de cinco dias após a distribuição do processo.
  • A distribuição ocorreu em 26 de março de 2026, encerrando o prazo para contestação em 31 de março de 2026; o protocolo pelos senadores foi apenas em 12 de maio de 2026.
  • Os senadores Eduardo Girão, Alessandro Vieira, Marcos Pontes e Plínio Valério alegavam que Nunes Marques tem relação de amizade com Ciro Nogueira, investigado no caso Master.
  • A abertura da CPI do Master é uma demanda antiga no Senado, suscitando resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que chamou a ideia de “palanque eleitoral”.
  • Ciro Nogueira é investigado na operação ligada ao Banco Master e teve papel na indicação de Nunes Marques ao STF em 2020.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou nesta quarta-feira (3/6) o pedido de suspeição apresentado por quatro senadores contra o ministro Kassio Nunes Marques, relator do mandado de segurança sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master. A decisão considerou o pedido incabível por ter sido apresentado fora do prazo regimental.

De acordo com Fachin, o Regimento Interno do STF fixa prazo de cinco dias após a distribuição do processo para indicar suspeição do relator. O mandado de segurança foi distribuído em 26 de março de 2026, encerrando o prazo em 31 de março de 2026. O protocolo pelos senadores ocorreu apenas em 12 de maio de 2026, segundo a relatoria.

Contexto

A CPI do Master nasceu de uma demanda antiga no Congresso, porém enfrenta resistência da presidência do Senado. Davi Alcolumbre (União Brasil) já havia se posicionado contra a abertura da comissão, chamando a medida de estratégia para palanque eleitoral. Com a negativa de Fachin, a tramitação do mandado de segurança permanece sem avanços.

Os senadores envolvidos no pedido são Eduardo Girão (Novo), Alessandro Vieira (MDB), Marcos Pontes (PL) e Plínio Valério (PSDB). Eles alegaram que Kassio Nunes Marques mantém relação de amizade com Ciro Nogueira (PP), investigado no caso Master.

Ciro Nogueira é apontado, pela apuração da Polícia Federal, como um dos articuladores da indicação de Nunes Marques ao STF, em 2020. O senador e o ministro são naturais do Piauí. A PF investiga o suposto uso de mandato parlamentar para defender interesses da instituição.

Outra linha da investigação envolve a 5ª fase da Operação Compliance Zero, que apura supostos favorecimentos ao Banco Master. O relatório aponta possíveis atuação de figureheads do Congresso para beneficiar a instituição.

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