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Governo usa disputa com Trump para destravar PEC da Segurança e PL de terras raras

Governo busca usar disputa com Trump para destravar PEC da Segurança e PL de terras raras, pressionando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e mirando votação em 2027

O presidente Lula durante a entrega da PEC da segurança, ao lado dos presidentes da Câmara, deputado Hugo Motta, do Senado, senador Davi Alcolumbre.
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  • O governo pretende usar a decisão de Donald Trump de classificar facções como terroristas para tentar destravar a PEC da Segurança e o PL das terras raras no Senado.
  • A estratégia é oferecer uma resposta institucional ao governo norte-americano, mostrando que o Brasil combate o crime organizado.
  • O PL das terras raras busca preservar a soberania brasileira diante de um possível acordo com os EUA sobre o tema.
  • O governo precisa convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a pautar os itens, conta com interlocutores próximos, como o ministro José Guimarães.
  • Mesmo com otimismo, a PEC da Segurança deve ficar na ordem do dia apenas após a proposta do fim da escala 6×1, com perspectivas de pauta em 2027 segundo fontes da oposição e da base.

O governo Lula vê a decisão de Donald Trump de classificar facções como terroristas como alavanca para avançar pautas no Congresso. A estratégia é aproveitar o tema para destravar a PEC da Segurança e o PL das terras raras.

Integrantes do Planalto trabalham para sensibilizar senadores a votar as propostas. A ideia é mostrar resposta institucional ao que consideram ações do governo dos EUA contra o Brasil no combate ao crime organizado.

O objetivo é vincular o ritmo de aprovações ao discurso de soberania e segurança. Desbloquear a PEC seria visto como sinal de cooperação entre Brasil e EUA em combate ao crime.

Já o PL das terras raras busca assegurar domínio estratégico do país diante de potenciais acordos com Washington sobre o tema científico e econômico. A pauta é tratada como prioridade.

No Planalto, a viabilização depende da atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a quem caberia pautar as matérias. O relacionamento entre Lula e Alcolumbre é considerado desafiador por aliados.

Interlocutores do governo relatam contatos frequentes entre o ministro José Guimarães e a gestão do Senado para ampliar apoio às propostas, ainda sem garantias de que avancem neste ciclo.

Ministros admitem que a PEC da Segurança pode ficar para o início de 2027, caso a tramitação do fim da escala 6×1 tenha prioridade neste momento. A pauta segue sob avaliação.

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