- A investigação sobre o Banco Master aponta uma rede de influência que envolve Executivo, Legislativo e Judiciário, com contratos milionários e suspeita de lobby.
- Figuras de campos opostos foram citadas: o senador Flávio Bolsonaro teve pedidos de patrocínio para produções; o ex-ministro Guido Mantega foi contratado para articulações políticas.
- Ministros do Supremo Tribunal Federal aparecem nas apurações por laços com familiares ou contratos: Alexandre de Moraes (contrato da esposa), Dias Toffoli (negócios da família) e Nunes Marques (relatórios do Coaf sobre pagamento à consultoria do filho).
- Governadores sob investigação teriam usado fundos estaduais para o banco, com destaque para Rioprevidência e leis de Caiado e Zema que favoreceram crédito consignado.
- A Emenda Master é alvo de apuração, com alegações de pagamentos periódicos a Ciro Nogueira para defendê-la; o governo federal também é citado por encontros envolvendo Vorcaro e Mantega, que o governo nega terem sido favorecimentos.
O Banco Master está no centro de investigações que ampliam uma rede de influência atuando no Executivo, Legislativo e Judiciário. A prisão de Daniel Vorcaro abriu o detalhamento de contratos de consultoria milionários, lobby e uso de recursos públicos.
As apurações apontam que políticos de campos opostos teriam integrado a mesma linha de atuação, com relações entre apoiadores de diferentes diagnóstico ideológico. Entre os citados, há menções a patrocínios de produções audiovisuais e articulações políticas de alto custo.
Envolvidos diretos
Nomes próximos ao governo federal aparecem nas apurações, seja por contratos, seja por vínculos familiares ligados a fundos de investimento. Defesas afirmam que as atuações foram estritamente jurídicas ou privadas, sem vínculo ilícito direto com o banco.
Senadores e deputados também aparecem nas investigações, com menções a comissões legislativas e propostas que podem ter relação com os interesses do Master. A PF investiga pagamentos, licitações e favorecimentos.
STF e ramificações
Entre os citados, estão integrantes do Supremo Tribunal Federal por relações indiretas ou contratos de familiares. A defesa sustenta que tais vínculos não configurariam irregularidades.
Relatos indicam que contratos de assessoria de familiares e relatórios do Coaf constam como pontos de investigação. A Procuradoria ainda coleta provas para esclarecer a relevância desses vínculos.
Governadores sob escrutínio
A operação aponta uso de fundos de previdência estaduais para apoiar o banco. O ex-governador do Rio, Cláudio Castro, foi alvo de diligências por investimentos bilionários do Rioprevidência.
Além disso, governos de Goiás e Minas Gerais aprovaram leis de crédito consignado que teriam facilitado produtos do Master. Autores desses atos negam irregularidades ou direcionamento.
Emenda Master e Congresso
A chamada Emenda Master figura entre as linhas de investigação. A PF suspeita de pagamentos mensais a um senador para atuação a favor do banco.
Entre as frentes, estaria a criação de uma emenda voltada a ampliar proteção financeira a investidores. O objetivo seria reduzir risco aos donos do negócio em caso de falência de bancos semelhantes.
Governo federal no centro
O presidente Lula recebeu Daniel Vorcaro no Planalto em 2024, fora de agenda, em encontro articulado por Guido Mantega. O ministro Rui Costa é citado por decisões quando governador da Bahia.
O governo afirma que os encontros foram protocolares e que não houve favorecimento. As investigações seguem para esclarecer a natureza dos encontros e das decisões.
Conteúdo apurado pela equipe da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
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