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Defesa de Jairinho quer anular júri; MPRJ contesta perdão a Monique

Defesa de Jairinho recorre para anular júri; MPRJ contesta perdão a Monique por suposta falha na formulação da pergunta aos jurados

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), um recurso contra o perdão judicial concedido a Monique Medeiros pela juíza Elizabeth Machado Louro. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
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  • A defesa de Jairinho vai recorrer da sentença de 43 anos, 9 meses e 20 dias, alegando mais de 20 nulidades no processo e que a decisão dos jurados foi contrária às provas.
  • O recurso de apelação deverá ser apresentado na segunda-feira (8).
  • O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou recurso contra o perdão judicial a Monique Medeiros, alegando irregularidade na formulação de uma pergunta aos jurados.
  • A controvérsia envolve a diferença entre homicídio doloso e homicídio culposo, com a alteração da tipificação ocorrendo após a votação.
  • Jairinho foi condenado por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação; Monique recebeu um ano e quatro meses por omissão e continuará em regime aberto, com perdão judicial já aplicado.

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, pode ter o júri que o condenou a 43 anos anulado. A defesa informou que vai recorrer da sentença já na segunda-feira (8), alegando irregularidades no processo e nulidades registradas em ata que podem comprometer a veracidade das provas.

Segundo os advogados, o conjunto de provas não sustenta a decisão dos jurados, e mais de 20 nulidades foram registradas ao longo da ação penal. A defesa entende que o veredito ficou manifestamente contrário aos autos e pediria a anulação do julgamento.

Paralelamente, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou recurso contra o perdão judicial concedido a Monique Medeiros, mãe de Henry Borel. O MPRJ sustenta que houve irregularidade na formulação de uma pergunta aos jurados, que pode ter influenciado o resultado.

Recorrentes e potencial reviravolta

A defesa de Jairinho encerrou que a apelação visa rejeitar o julgamento com base nas nulidades identificadas e na aparente desproporção entre provas e condenação. O objetivo é obter a anulação do júri ou a revisão da pena.

O MPRJ, por sua vez, argumenta que a suposta falha na formulação da pergunta pode ter alterado a orientação dada aos jurados, o que justificaría a reavaliação do caso. A controvérsia envolve ainda a diferença entre homicídio doloso e culposo no caso de Monique.

O júri do Rio de Janeiro condenou Jairinho na madrugada de 4 de junho, após 10 dias de julgamento, pelo homicídio duplamente qualificado, tortura e coação durante o caso envolvendo Henry Borel, falecido em 2021. A pena total foi de 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão.

Monique Medeiros foi absolvida da pena de homicídio, recebendo a sentença de 1 ano e 4 meses por omissão diante das agressões, com regime aberto. O perdão judicial considerou que a pena já havia sido cumprida durante a prisão da mãe.

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