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Mais republicanos se afastam de Trump: convicção ou cálculo político?

Republicanos dissidentes ganham força para frear Trump; democratas reforçam vantagem em sondagens e na opinião pública

‘Trump has made no apologies for his apparent disengagement with the concerns of congressional Republicans.’ Illustration: Guardian Design/Getty Images
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  • Grupos de republicanos na Câmara e no Senado vêm, aos poucos, apoiando medidas contrárias a Trump, incluindo resoluções sobre abrir autorização do Congresso para hostilidades contra o Irã.
  • Em alguns casos, dissidentes republicanos ajudaram a aprovar ajuda à Ucrânia e proteção a haitianos, sinalizando descontentamento com as direções do presidente.
  • No Senado, a indicação de Bill Pulte para diretor de inteligência tem recebido resistência entre os senadores do GOP.
  • Um projeto de lei de 70 bilhões de dólares para financiar agências de deportação ganhou apoio de democratas, mas continha impasses e mudanças para avançar.
  • Analistas destacam que a maioria republicana é estreita e as discordâncias refletem tensões políticas internas, não mudanças consistentes de alinhamento com Trump.

O Congresso dos EUA tem visto: mesmo com maioria republicana, parlamentares do GOP têm se alinhado com os Democrats em áreas sensíveis, como controle de guerra e ajuda externa. Nos últimos dias, dissidências contribuíram para avançar resoluções que exigem aprovação do Congresso para operações contra o Irã. A oposição interna também se manifestou em votações de apoio à Ucrânia e à proteção de haitianos.

Na prática, pequenas coortes de republicanos ajudaram a aprovar medidas com Democratas, sinalizando uma fragmentação que pode afetar a disciplina na Câmara e no Senado. O presidente Trump aparece criticado por alguns dentro do partido, mesmo com apoio de parte da base para a condução de políticas.

Nações unidas pela tensão, o tema de inteligência tem gerado desconforto entre aliados e críticos de Trump. Em aberturas de diálogo, o tema envolve a nomeação para a direção de inteligência, que tem encontrado resistência entre senadores republicanos de posição crítica ao presidente. O orçamento para deportações também está em foco.

Mudanças de tema e impactos

O Senado aprovou, na madrugada de sexta-feira, um projeto de 70 bilhões de dólares para financiar agências de deportação durante o restante do mandato. Contudo, houve resistência a incluir 1 bilhão para mobiliar o Salão na Casa Branca, o que foi retirado para não inviabilizar a proposta.

Entre as contrapropostas rejeitadas, estiveram em foco emendas que poderiam impedir o uso de 1,8 bilhão de dólares do fundo anti-weaponização para apoiar aliados do presidente. Embora debatidas, as propostas não avançaram.

Alguns republicanos que votaram contra o governo em votações-chave são alvo da eleição de meio mandato. Entre eles estão membros que votaram a favor de ajuda à Ucrânia e da proteção temporária para haitianos em situação irregular. Os democratas destacam as votações como evidência de fissuras no governo.

O impacto político permanece ambíguo. Mesmo com dissidências, não houve alteração substancial na capacidade de Trump de conduzir a agenda do partido. A oposição democrata continua a explorar a fratura como alavanca para as eleições de novembro.

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