- A ex-ministra Simone Tebet disse que a família Bolsonaro “fabricou” uma crise com os Estados Unidos por motivos políticos e eleitorais, publicação feita nas redes sociais em 6 de junho de 2026.
- Sem citar nomes, Tebet criticou a atuação da família diante das medidas comerciais dos EUA contra o Brasil, incluindo a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
- O governo sustenta que a investigação aberta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos tem componente político e eleitoral, e que a articulação da família Bolsonaro ajudou a impulsionar as provocações.
- Tebet afirmou que restrições de empresas e instituições financeiras brasileiras por parte dos EUA poderiam impactar a economia, incluindo operações ligadas ao Pix.
- Ela disse que o debate deve ser visto como questão de soberania nacional, não como disputa jurídica ou partidária, e criticou a oposição que, segundo ela, atuaria contra os interesses do país.
Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento, afirmou que a família Bolsonaro criou uma crise com os Estados Unidos por motivos políticos e eleitorais. A declaração foi publicada nas redes sociais neste sábado, 6 de junho de 2026.
A crítica de Tebet envolve a atuação de integrantes da família Bolsonaro diante das medidas adotadas pelos EUA contra o Brasil, incluindo uma proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A ex-ministra aponta que tais ações teriam impactos diretos na produção e no comércio.
A fala ocorre em meio ao reconhecimento do governo Lula de que há uma dimensão política na investigação aberta pelo USTR, ligada a alianças entre o governo norte-americano e aliados do presidente Trump. O Planalto sustenta que o processo tem componente político e eleitoral.
Impacto sobre o PIX e o sistema financeiro
Segundo Tebet, restrições impostas pelos EUA a empresas brasileiras podem afetar o Pix, bancos e investimentos. A ex-ministra afirma que sanções a entidades ligadas a organizações consideradas terroristas pelo governo norte-americano poderiam inviabilizar operações com empresas dos EUA.
Ela explicou que, em cenário hipotético, uma empresa brasileira que receba recursos de uma organização sancionada poderia perder acesso a negócios com companhias norte-americanas. A pasta não detalha casos específicos.
Tebet defendeu que o debate sobre o tema não é jurídico ou ideológico, mas envolve a soberania nacional. Em tom crítico, criticou a atuação da família Bolsonaro, alegando que reforçou medidas que prejudicariam a produção brasileira e o emprego.
Reação oficial e desdobramentos
O governo federal sustenta que a investigação dos EUA tem vias políticas e que as ações da família podem ter contribuído para o clima de tensão. Até o momento, não houve confirmação de nomes ou de novas medidas concretas contra o Brasil.
A ex-ministra encerrou destacando que oposição é legítima, mas que não se pode agir contra os interesses do país. Ela reforçou a necessidade de preservar a autonomia econômica frente a pressões externas.
A declaração de Tebet amplia o debate sobre as relações entre o Brasil e os EUA, com foco em políticas comerciais, soberania econômica e impactos potenciais sobre o sistema financeiro e o comércio exterior brasileiro.
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