- A campanha de Lula criou uma central de monitoramento das redes sociais para acompanhar desinformação em tempo real e acionar a Justiça Eleitoral.
- Em menos de seis meses, PT e PL moveram setenta e três representações ao TSE, média de cerca de duas ações por dia.
- O PT protocolou trinta e cinco pedidos, quase o total do que houve na pré-campanha de dois mil e vinte e dois.
- A maior parte das ações envolve propaganda eleitoral antecipada; houve ainda uso de Inteligência Artificial na avaliação dos conteúdos.
- Os casos estão com a ministra Estela Aranha, responsável pela propaganda no TSE, e, até o momento, não houve decisão; os processos estão paralisados.
A campanha de Lula criou uma central de monitoramento das redes sociais para acompanhar em tempo real casos de desinformação e acionar a Justiça Eleitoral. A novidade é a implementação de um sistema de monitoramento estratégico voltado para o ecossistema de fake news.
A medida faz parte de uma ofensiva jurídica mais ampla da equipe do PT na corrida eleitoral de 2026. As ações contra o TSE já somam 73 representações em menos de seis meses, em média duas por dia, segundo levantamento de fontes próximas aos acusados.
O contraste com 2022 é evidente: naquele ano, Lula e Bolsonaro haviam protocolado 11 representações até junho. No primeiro semestre de 2024, o PT já abriu 35 casos, quase todo o número registrado no ano anterior de pré-campanha.
As ações também alcançam o uso de Inteligência Artificial, tema que ganhou espaço na pauta de representações, especialmente por supostos abusos de propaganda antecipada. A amplitude do monitoramento é apontada como resposta ao aumento da polarização eleitoral.
O núcleo jurídico da campanha é chefiado por Ângelo Ferraro, que coordena o trabalho de fiscalização online. Ele afirmou que o escritório atua em tempo real para combater irregularidades no pleito e que houve crescimento proporcional das ações.
Ainda segundo Ferraro, o aumento está associado aos ataques nas redes e à aplicação de IA nas estratégias de comunicação. A intenção é evitar irregularidades antes que se tornem prejuízos à campanha.
As ações seguem tramitando no TSE, sob supervisão da ministra Estela Aranha, responsável pela propaganda eleitoral. Até o momento, não houve decisão em nenhuma dessas representações.
A inquietação entre juristas e autoridades implica que o início oficial da campanha possa acelerar novos pedidos ao tribunal. Em breve, Kassio Nunes Marques pode designar outro ministro para atuar ao lado de Aranha.
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