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Milhares de pacientes ficam sem remédios de alto custo pelo SUS

Desabastecimento de remédios de alto custo no SUS atinge mais de 33 mil pacientes desde início de 2026, interrompendo tratamentos e elevando riscos à saúde

Levantamento aponta atrasos prolongados na entrega de medicamentos do SUS. (Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil)
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  • Mais de 33 mil pacientes relatam interrupção ou racionamento de tratamentos de alto custo no SUS desde o início de 2026, atingindo doenças crônicas e raras.
  • No primeiro trimestre de 2026, foram 33.104 relatos envolvendo 58 medicamentos; em abril, houve falhas no abastecimento de 30 remédios geridos pelo Ministério da Saúde.
  • A descontinuação de tratamentos contínuos pode levar ao agravamento rápido das doenças, crises, internações e, em alguns casos, perda de mobilidade e dor intensa.
  • Entre os medicamentos mais afetados estão a leflunomida; outros com estoques críticos são adalimumabe, insulina análoga de ação rápida, tocilizumabe e risanquizumabe.
  • O Ministério da Saúde afirmou estar enviando remessas para estados como Paraná, Santa Catarina e São Paulo; para a leflunomida, abriu novo processo de compra de 17,8 milhões de unidades.

Desde o início de 2026, mais de 33 mil pacientes relatam interrupção ou racionamento de tratamentos no SUS devido à falta de medicamentos de alto custo. O desabastecimento afeta pessoas com doenças crônicas e raras em diversos estados do país.

No primeiro trimestre de 2026, houve 33.104 relatos de irregularidades envolvendo 58 medicamentos diferentes. Em abril, foram registradas falhas no fornecimento de 30 remédios sob responsabilidade direta do Ministério da Saúde, atingindo pacientes com doenças autoimunes, raras, oncológicas e crônicas.

A falta de remédios compromete tratamentos de uso contínuo, elevando o risco de agravamento das doenças, crises e internações evitáveis. Relatos apontam perda de mobilidade, dores intensas e, em alguns casos, uso de doses intercaladas para estender estoques.

Entre os fármacos mais afetados, a leflunomida registra o maior número de reclamações. Outros itens com estoque crítico incluem adalimumabe, insulina análoga de ação rápida e tratamentos para doenças inflamatórias e autoimunes, como tocilizumabe e risanquizumabe.

O Ministério da Saúde afirma que está enviando remessas a estados como Paraná, Santa Catarina e São Paulo para regularizar a situação. Sobre a leflunomida, o órgão notificou o fornecedor por atrasos na produção e abriu novo processo de compra para 17,8 milhões de unidades, visando estabilizar o abastecimento.

Estados com maior volume de queixas

São Paulo lidera em relatos, com centenas de casos, seguido pelo Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. No Paraná, a Secretaria de Saúde informou déficit acima de 50% entre o volume solicitado e o recebido do governo federal no primeiro semestre de 2026.

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