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Pesquisa revela influência da religião na política na América Latina

Religião influencia a política na América Latina: maioria protestante, e mesmo quem não tem religião aponta impacto na vida pública

Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru são os seis países mais populosos da América Latina, com 495 milhões de habitantes, e o cristianismo tem forte influência no cotidiano da população
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  • Pesquisas do Pew Research Center, de 2024, indicam que os protestantes são maioria, mas a ausência de filiação religiosa não afasta a influência da religião na vida pública na América Latina.
  • No Brasil, 66% dos adultos consideram importante ter um presidente que defenda crenças religiosas; índices próximos aparecem na Colômbia (63%) e no Peru (67%), enquanto Argentina, Chile e México ficam perto de metade.
  • A crença em Deus é muito presente na região: nove em cada dez adultos são religiosos em algum grau; no Brasil, 98% creem em um Pai divino e 76% oram ao menos uma vez por dia, enquanto 15% não professam religião.
  • Mesmo com a redução do catolicismo, a religião segue influente na identidade e em decisões políticas, com 79% dos brasileiros adultos considerando a religião um aspecto identitário fundamental.
  • Há ainda o sentimento de que a Bíblia deve nortear leis em parte da população brasileira sem religião (51%); protestantes tendem a apoiar líderes com visões religiosas, evidenciando uma relação entre identidade cristã e posicionamento político.

A religião desempenha papel relevante na vida pública da América Latina, segundo pesquisa do Pew Research Center divulgada em março de 2024. Mesmo com protestantes como maioria, a ausência de filiação religiosa não afasta a influência da fé na política.

Dados da pesquisa mostram que, no Brasil, cerca de 66% dos adultos consideram importante que o presidente defenda crenças religiosas, principalmente protestantes. Colômbia e Peru chegam a 63% e 67%, respectivamente, com patamares próximos. Argentina, Chile e México ficam perto da metade.

Entre os que não possuem religião, o interesse pela influência religiosa também aparece, ainda que em menor intensidade. Em países como Brasil, 53% acreditam que a Bíblia deve nortear as leis, mesmo com avanço de segmentos sem filiação religiosa.

Implicações na prática política

A relação entre fé e política não se resume à identificação religiosa. A pesquisa aponta que protestantes são mais propensos a defender líderes que expressem suas crenças, enquanto o grupo sem filiação religiosa também participa desse debate, ainda que com menor intensidade.

A maioria dos adultos latino-americanos se declara religioso em alguma medida. Em quatro dos seis países analisados, pelo menos metade dessa população vê a religião como aspecto central de suas vidas, reforçando o papel da religião na construção de identidades políticas.

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