- A Public Integrity Project ajuizou ação na Justiça Federal em Washington para impedir o UFC Freedom 250, marcado para 14 de junho no White House, em razão do aniversário de Trump.
- A ação acusa o governo de violar leis federais ao acomodar um evento privado, descrito como “extremamente corrupto” e voltado para promover a marca do UFC.
- A queixa questiona a regra temporária do Serviço Nacional de Parques que permite exceções para eventos do 250º aniversário da independência, argumentando que o UFC Freedom 250 não é organizado pelo governo.
- A denúncia afirma que a Claw, estrutura de 92 pés de altura instalada no Gramado Sul, foi erguida sem autorização do Congresso e sem avaliação ambiental obrigatória.
- O documento cita que Trump divulgou ter até 50 mil dólares em ações da empresa-mãe do UFC; a Casa Branca rebate a ação como tentativa de obstrução.
Donald Trump organiza festa de 80 anos na Casa Branca, com o UFC Freedom 250 previsto para o domingo. A ação jurídica busca impedir o evento antes de qualquer combate, marcado para 14 de junho, Dia de Flag Day e aniversário do presidente.
A ONG Public Integrity Project moveu uma ação de emergência na Justiça federal de DC, contra o National Park Service e o Department of the Interior. Alega que autoridade abriu brecha legal para um evento privado e comercial, sob a justificativa de celebração cívica.
Segundo a ação, o órgão utilizou uma regra temporária para dispensar licenças de eventos de 250 anos da independência dos EUA, desde que organizados pelo governo. Alega ainda que o UFC Freedom 250 fere esse requisito, promovendo a marca da organização.
Implicações legais e conflitos de interesse
A denúncia sustenta que a estrutura de aço Claw, com 92 pés de altura, foi erguida sem autorização parlamentar e sem avaliação ambiental obrigatória. Também aponta possível conflito de interesse, ligando a compra de ações no grupo TKOs, controlador do UFC, a decisões associadas ao evento.
O trecho acusatório afirma que a realização facilita acesso sem precedentes a espaços como a Casa Branca e o Lincoln Memorial para promover um evento privado, com oportunidades de branding. A defesa presidencial nega que haja irregularidades, classificando a ação como tentativa de obstrução.
Detalhes do evento e das fontes
Demonstrações indicam que cerca de 4.300 militares devem marcar presença. A lista de convidados divulgado por veículos aponta a recusa de várias celebridades associadas ao UFC, apesar de ter recebido convites oficiais. A agenda, no entanto, permanece sujeita a alterações.
O clima é citado como fator de atenção: a previsão do serviço meteorológico nacional indica possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas para a noite de 14 de junho, quando o evento principal deveria ocorrer. A organização não confirmou mudanças de última hora.
Reações oficiais e próximos passos
Um porta-voz da Casa Branca classificou a ação judicial como infundada e improcedente, afirmando que a demanda serve apenas para impedir que o presidente comande o que qualificou como um evento histórico durante as celebrações nacionais.
Fontes próximas ao processo indicam que a corte deve analisar o pedido de liminar com rapidez, dadas as implicações para a agenda oficial e para a segurança do local. A decisão pode definir se o UFC Freedom 250 permanece ou é adiado.
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