- A taxa de aprovação de Donald Trump ficou em 35%, próxima de mínimos da mandato, segundo pesquisa Reuters/Ipsos concluída em 8 de junho.
- A maioria dos americanos (59%) acredita que os preços da gasolina vão piorar nos próximos 12 meses, contra 17% que esperam melhora.
- Apenas 22% aprovam a forma como Trump administra o custo de vida, enquanto 70% desaprovam.
- Em relação à guerra com o Irã, 36% aprovam os ataques dos EUA; 25% acreditam que os benefícios compensam os custos.
- Nas eleições para o Congresso, 41% votariam em democratas e 37% em republicanos; 36% veem melhor o plano econômico dos democratas, ante 37% que preferem o dos republicanos.
Observação: a pesquisa ouviu 4.531 adultos nos EUA com margem de erro de dois pontos percentuais.
A taxa de aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantém-se próxima de mínimas históricas, segundo pesquisa Reuters/Ipsos concluída nesta segunda-feira (8). A sondagem indica 35% de aprovação, nível semelhante ao registrado em meados de maio e acima do menor índice de 34% em abril. O resultado também fica próximo do pior patamar de 33% observado em dezembro de 2017, ainda no primeiro mandato.
A pesquisa aponta que a maioria dos americanos espera que os preços da gasolina continuem subindo em meio ao conflito com o Irã. Segundo os entrevistados, 59% acreditam que os preços vão piorar nos próximos 12 meses, enquanto 17% estimam melhora e o restante não soube ou acredita em estabilidade.
O contexto da guerra reforça o cenário político de Trump, com a decisão de atacar o Irã em 28 de fevereiro, em coordenação com Israel. O Irã respondeu com contra-ataques que afetaram o estreito de passagem estratégico para o comércio global de petróleo. Embora a intensidade tenha recuado desde abril, ainda não houve acordo duradouro de paz.
No campo econômico, apenas 22% aprovam a gestão de Trump sobre o custo de vida, e 70% desaprovam esse tema. Esses números são piores do que os registrados pelo antecessor, Joe Biden, ao fim de seu mandato, quando 29% aprovavam e 63% desaprovavam o custo de vida.
Sobre o tema da inflação, a pesquisa aponta que o desgaste com o custo de vida atrapalha as perspectivas para o Partido Republicano nas eleições de novembro, associadas às disputas pelo Congresso. A sondagem mostra que 41% votariam em democratas, contra 37% para republicanos, caso as eleições fossem hoje.
Em relação à avaliação das políticas econômicas, a vantagem democrata no plano econômico diminuiu. Agora, 36% dos entrevistados veem um plano econômico melhor pelo lado democrata, ante 37% que apontam vantagem aos republicanos.
A Reuters/Ipsos realizou a pesquisa online, com 4.531 adultos ouvidos em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
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