- A construtora Cidades afirmou ter identificado instabilidade no solo, rachaduras e desníveis ao redor da ponte Frei Paolino Baldassari e recomendou interdição da estrutura um dia antes do desabamento, na sexta-feira (5), no Acre.
- Levantamentos indicaram erosão de margens e movimentações de solo em área aproximadamente de 16 mil metros quadrados, também em áreas adjacentes do bairro próximo.
- A empresa encaminhou ao DER-AC, na quinta-feira (4), por volta das 13h, recomendação formal para interdição total da ponte, inclusive para pedestres, devido ao risco identificado.
- Avaliações preliminares apontaram indícios de instabilidade geotécnica associada ao fenômeno de terras caídas, relacionado a erosões e variações nos níveis dos rios.
- Governo do Acre informou que a erosão pode ter impactado a estrutura; destacando a experiência da empresa na região, a ponte estava dentro do período de garantia de cinco anos, e a Procuradoria-Geral do Estado vai buscar medidas para reconstrução ou travessia alternativa, além de possível bloqueio de bens e apoio aos feridos.
A ponte Frei Paolino Baldassari, no Acre, desabou na sexta-feira 5. A causa apontada envolve erosão nas margens de rios e instabilidade no solo, com impactos na estrutura e na área adjacente. A tragédia mobilizou autoridades estaduais e a empresa responsável.
A construtora Cidades informou ter identificado instabilidade no solo e recomendado a interdição total da ponte um dia antes do desabastecimento. Também relatou rachaduras e desníveis em diferentes pontos do entorno.
Levantamentos preliminares apontaram movimentações de solo em área ampliada, abrangendo cerca de 16 mil metros quadrados, incluindo áreas adjacentes do bairro próximo. A empresa sustentou que comunicou o risco ao DER-AC na quinta-feira (4), por volta das 13h.
Desdobramentos e responsabilidades
Segundo o governo, a erosão nas margens pode ter impactado a estrutura, mas destacou a experiência da empresa na região. A administração mencionou que a ponte estava dentro de um contrato com regras de garantia e responsabilidade técnica.
A governadora Mailza Assis afirmou que a construtora será responsabilizada. O Estado aponta que a obra ainda estava no período de garantia e pretende acionar a reconstrução ou oferecer alternativa de travessia. Também cogita medidas contra a empresa para ressarcimento de danos.
O governo informou que a obra foi contratada em modalidade integrada, com a Construtora Cidade assumindo projetos e execução. O DER-AC não participou da concepção do projeto, segundo o governo, mantendo papel de supervisão da obra.
A Procuradoria-Geral do Estado avalia medidas legais para assegurar assistência aos feridos e, se necessário, bloquear bens da empresa. Não há prazo definido para a reconstrução da passagem sobre o rio Iaco.
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