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Fachin cita pressões externas sobre Judiciário e exorta respeito entre Estados

Fachin, na abertura do CELS Global Brazil 2026, afirma que críticas ao Judiciário são legítimas, mas não rompem a ordem constitucional, citando pressões externas

Presidente do STF, Edson Fachin, realiza assinatura de acordo com com Presidenta da Corte Suprema de Justiça do Peru. Foto: Antonio Augusto/STF
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  • O presidente do STF, Edson Fachin, disse que críticas ao Judiciário são legítimas, mas não podem romper a ordem constitucional, citando pressões vindas do exterior.
  • Fachin mencionou possíveis sanções unilaterais e constrangimentos a indivíduos como exemplos de pressões externas, sem apontar países específicos.
  • Ele participou da abertura do CELS Global Brazil 2026, em São Paulo, defendendo independência judicial e respeito entre estados soberanos.
  • Foi criado um grupo de trabalho para discutir a remuneração de magistrados, com objetivo de apresentar uma proposta nacional até novembro, ouvindo diversas partes do sistema.
  • O grupo irá analisar projetos existentes e ouvir associações, entidades da magistratura, Ministério Público, Defensoria Pública e OAB, para propor normas estruturais sobre o sistema remuneratório.

O ministro Edson Fachin, presidente do STF, afirmou que críticas ao sistema judicial são legítimas, desde que não haja ruptura da ordem constitucional. Ele mencionou pressões vindas do exterior durante a abertura do CELS Global Brazil 2026, em São Paulo.

Fachin ressaltou que sanções unilaterais e constrangimentos a indivíduos podem ocorrer, sem citar diretamente os EUA, que aplicaram a Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes. O objetivo é manter o respeito entre Estados soberanos.

Segundo ele, ameaças à independência judicial podem nascer internamente ou externamente, mas a defesa da independência é essencial para a democracia. O ministro destacou a necessidade de preservar o funcionamento autônomo dos tribunais.

O presidente do STF lembrou ainda que o Judiciário passou por uma tentativa de ruptura institucional e tornou-se alvo de correntes autoritárias que veem o controle institucional como barreira ao poder. A defesa da independência é apresentada como garantia do Estado de Direito.

Fachin enfatizou que a experiência internacional mostra forças que chegam ao poder democraticamente, mas tentam enfraquecer freios e contrapesos. A autonomia dos juízes não é privilégio, é mecanismo de proteção da sociedade.

Remuneração e gestão de penduricalhos

O ministro comentou a criação de um grupo de trabalho para discutir a remuneração de magistrados. A meta é apresentar uma proposta nacional até novembro, com audiências públicas que envolvam Judiciário, Ministério Público e Defensoria.

O grupo, criado pelo CNJ, vai analisar projetos existentes e sugerir alterações para um anteprojeto de lei. O objetivo é definir regras nacionais sobre o sistema de remuneração do Judiciário e padronizar o tema.

Fachin explicou que o estudo abrangerá todo o sistema, incluindo juízes de diferentes esferas e entidades de classe. A intenção é ouvir ampla participação para consolidar uma organização estrutural da remuneração no Brasil.

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