- O senador Flávio Bolsonaro disse, durante almoço com o Grupo Voto no hotel Palácio Tangará, em São Paulo, que Lula “parece o chefe do PCC” diante da decisão dos EUA de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.
- A fala ocorreu em meio a críticas à postura do governo brasileiro e foi apresentada como demonstração de alinhamento com a classificação internacional, que ele afirmou ser “a maior oportunidade” de combater o poder paralelo.
- Flávio ressaltou a segurança pública e a economia, defendendo mudanças no regime de cumprimento de sentenças para manter criminosos violentos presos por mais tempo.
- O senador comentou ainda sobre a gestão do PT, dizendo que houve desencarceramento e que é preciso combater a impunidade, citando impacto da violência nas ruas.
- Além disso, Flávio prometeu adiar a vigência da reforma tributária para pelo menos um ano e citou a privatização dos Correios, mas não comentou assuntos como o caso Master nem a decisão do TSE sobre pesquisa eleitoral.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira que o presidente Lula parece “o chefe do PCC” ao comentar a decisão dos Estados Unidos de classificar o grupo criminoso como terrorista. A fala ocorreu durante almoço com o Grupo Voto, que reúne mulheres empresárias, no hotel Palácio Tangará, na zona sul de São Paulo. A declaração relaciona a postura americana à suposta influência de facções no país.
Afirmou ainda que a classificação representa uma oportunidade para enfrentar o que chamou de poder paralelo. Disse que não deveria haver tolerância e que é necessária unidade do governo para enfrentar o tema. Em seguida, apontou que, para ele, o presidente da República teria posição contrária a essa linha de atuação.
O tema da segurança pública e da economia ganhou maior ênfase no discurso. Atribuiu à gestão do PT uma linha de desencarceramento e defendeu mudanças no regime de cumprimento de sentenças para manter criminosos violentos detidos por mais tempo. Afirmou que a impunidade é uma consequência apontada por ele como associada aos governos petistas.
Flávio citou o controle territorial praticado por facções em cidades brasileiras, mencionando as duas organizações alvo da classificação, sem fazer referência explícita a milícias. O ataque indireto ao governo federal ocorreu em meio a questões de segurança pública que também aparecem na agenda de aliados do pré-candidato.
Pauta e posicionamentos
Durante o evento, o senador ressaltou que o tema de reforma tributária terá continuidade, com previsão de vigência para 2027, e mencionou a promessa de privatizar os Correios. Não indicou nomes para o Ministério da Fazenda e não respondeu a perguntas de imprensa ao final do ato.
O encontro não contou com declarações sobre outros assuntos por parte de Flávio e não houve menção ao caso Master nem a reagentes de pesquisas eleitorais em circulação. A agenda ocorreu sem participação de assessores para entrevistas coletivas após o almoço.
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