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Governo encerra pesca da tainha em SC antes do prazo e explica razões

Fim antecipado da pesca da tainha em Santa Catarina ocorre após atingir noventa por cento da cota, com último desembarque autorizado em vinte e quatro horas

Vídeo mostra Luciano Hang participando do tradicional arrasto da tainha em Bombinhas, no litoral de Santa Catarina. (Foto: Reprodução/Youtube Luciano Hang)
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  • O governo federal encerrou a pesca da tainha em Santa Catarina antes do prazo porque a modalidade de arrasto de praia atingiu 90% da cota coletiva para 2026, evitando ultrapassar o limite estabelecido e protegendo a espécie.
  • A prática é uma tradição herdada dos colonizadores açorianos e, em Santa Catarina, é reconhecida como Patrimônio Cultural desde 2012.
  • A prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan, criticou a medida, dizendo que ela desconsidera a realidade econômica e a identidade das comunidades pesqueiras.
  • O empresário Luciano Hang, dono da Havan, participou de um arrasto em Bombinhas dias antes da proibição e se manifestou contra a decisão, chamando-a de ataque à atividade.
  • Quem já estava no mar teve 24 horas para realizar o último desembarque de tainhas; a safra de 2026 do arrasto de praia é encerrada, enquanto outras modalidades continuam com regras específicas.

O governo federal encerrou antes do prazo a temporada de pesca da tainha em Santa Catarina. A medida foi anunciada após o arrasto de praia alcançar 90% da cota coletiva para 2026, de acordo com o Ministério da Pesca e Aquicultura. A proibição busca evitar o excedente do limite de captura estabelecido por portaria interministerial, preservando a sustentabilidade da espécie.

A prática, herdada dos colonizadores açorianos, envolve redes lançadas a partir de pequenas embarcações, puxadas por equipes na areia. Em SC, o arrasto de praia é reconhecido como Patrimônio Cultural desde 2012 e sustenta milhares de famílias locais.

Reações e posicionamentos

A prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan, criticou a medida por impactar a economia e a identidade cultural das comunidades pesqueiras. O governo de Santa Catarina disse compartilhar a preocupação e lembrou disputas judiciais anteriores com o governo federal sobre restrições.

Envolvimento de figuras públicas

O empresário Luciano Hang participou de um arrasto em Bombinhas dias antes da proibição e gravou vídeos defendendo a continuidade da atividade. Após o anúncio federal, ele contestou a decisão e descreveu o fechamento antecipado como ataque histórico à prática.

Detalhes operacionais

A portaria publicada na sexta-feira autorizou o último desembarque de tainhas até 24 horas após o comunicado. A medida encerra oficialmente a safra de 2026 para o arrasto de praia, mantendo regras específicas para outras modalidades de pesca.

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