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Investigador acusado de chefiar revenda de drogas recebe R$ 4 milhões

Gravações expõem esquema de fraude e lucro com drogas; R$ 4 milhões movimentados em cinco anos, com nove presos na operação

Everton Aires, conhecido como Bomba.
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  • Prisão de um delegado e dois investigadores da Polícia Civil da Paraíba, em operação do Gaeco, por suspeita de chefiar rede de venda de drogas.
  • Gravações do programa Fantástico revelam policiais tratando a venda de drogas como negócio, com menções a lucro, desvios de apreensões e proteção a criminosos.
  • Everton Aires, o Bomba, afirma que a dinâmica do grupo era baseada em lucro e compara a revenda de entorpecentes a uma atividade comercial.
  • A investigação aponta movimentação superior a R$ 4 milhões em cinco anos, valor muito acima do salário de policial estimado em cerca de R$ 8,5 mil.
  • A apuração indica que parte das drogas apreendidas não seguiu para os procedimentos oficiais, sendo repassadas a traficantes; a soma envolve José Alexandrino Júnior Lira (Júnior Lira); defesas negam irregularidades.

A polícia da Paraíba, por meio do Gaeco e da Polícia Civil, prendeu nove pessoas na terça-feira (2). Entre os detidos estão o investigador Everton Aires, conhecido como Bomba, e o delegado Braz Morroni, alvo de apuração por suspeita de chefiar uma rede de tráfico. A operação ocorreu no estado, onde a apuração aponta desvio de ações oficiais.

Segundo o Ministério Público, o esquema ia além de omissão no combate ao tráfico. A investigação aponta movimentação estimada em mais de R$ 4 milhões em cinco anos em contas ligadas aos investigados, valor incompatível com salários de policial. Além disso, parte das drogas apreendidas não seguiu para os procedimentos legais.

Gravações obtidas pelo Fantástico indicam tratativas de que o tráfico era visto como negócio. Em relatos, os alvos falavam em lucro, protegiam criminosos e desviavam entorpecentes para outros traficantes, dificultando o rastreio dos itens.

Investigações e ramificações

O caso envolve também José Alexandrino Júnior Lira, o Júnior Lira, apontado como ligado ao Novo Cangaço. A apuração aponta apoio de policiais para manter atividades ilícitas e ampliar atuação para novas cidades, segundo o Ministério Público.

O Gaeco e a Polícia Civil afirmam que a rede utilizava a estrutura estatal para facilitar a criminalidade. A força-tarefa busca detalhar a extensão da operação e identificar todos os envolvidos na movimentação de drogas e na proteção a suspeitos.

Defesa e próximos passos

As defesas afirmam que não houve irregularidades e garantirão, em defesa, o contraditório. Não há conclusão sobre a extensão do esquema, que segue sendo apurado pela Justiça e pela instituição de segurança pública.

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