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Janja rebate críticas de Malafaia a encontros com evangélicas

Janja rebate críticas de Malafaia e afirma que o pastor é insignificante, mantendo o PT em aproximação com evangélicos sem transformar igreja em palanque

Janja e Lula durante visita à Basílica da Sagrada Família, na Espanha. Foto: Ricardo Stuckert / PR
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  • Janja participou do IV Encontro de Evangélicos e Evangélicas do PT na sede do partido e rebateu críticas de Silas Malafaia, chamando-o de insignificante.
  • Ela disse que não chama Malafaia de pastor e destacou que toda mulher é importante; o encontro ocorreu após ele ironizar encontros com mulheres evangélicas.
  • O PT busca aproximação com evangélicos, grupo que representa quase um terço da população, com 26,9% segundo o IBGE de 2022; entre esse total, 55,4% são mulheres.
  • Lula é católico e não pretende transformar a igreja em palanque; o ministro Jorge Messias, evangélico, tem papel na articulação com esse segmento, enquanto Flávio Bolsonaro apoia a candidatura.
  • Janja admite dificuldades de atrair eleitores evangélicos e mulheres; Edinho Silva reforça a estratégia do PT de buscar esse público e enfatiza a importância de narrativas compartilhadas entre espaços políticos.

Rosângela da Silva, a Janja, rebateu críticas feitas pelo pastor Silas Malafaia durante encontro com evangélicos do PT na sede do partido, em Brasília. Em discurso, a primeira-dama disse que Malafaia foi incoerente ao debochar de encontros com mulheres religiosas e afirmou que qualquer mulher tem importância. Ela também mencionou que não considera Malafaia como pastor.

O evento ocorreu nesta segunda-feira, 8, no âmbito do IV Encontro de Evangélicos e Evangélicas do PT. Janja destacou que tem conversado com mulheres de diversas igrejas desde o ano passado, ressaltando a representatividade feminina no processo político.

Durante a fala, a primeira-dama reconheceu a expressiva presença de evangélicos no Brasil, onde esse segmento representa quase um terço da população segundo o Censo IBGE de 2022. A plateia acompanhou atenta as críticas veladas a ações do PT no campo religioso.

No debate, Janja ressaltou que Lula mantém a fé católica, mas não pretende transformar a igreja em palanque político. Ela reforçou a necessidade de dialogar com líderes religiosos para construir uma aliança que não dependa de narrativas adversas.

O PT tem promovido aproximação com evangélicos, ainda que Lula não tenha participado da Marcha para Jesus realizada em São Paulo. A agenda tem contado com a participação de ministros da AGU e do próprio presidente do partido, Edinho Silva, que tem buscado ampliar o diálogo com esse público.

Ao longo do encontro, Janja enfatizou que a batalha de narrativas deve ocorrer em todos os espaços, defendendo que o PT não pode se isolar das igrejas. Ela afirmou ainda que as dificuldades enfrentadas por mulheres em territórios diversos são compartilhadas pela esquerda.

Edinho Silva e outros dirigentes destacaram ações recentes para intensificar o contato com lideranças evangélicas. O objetivo é ampliar a compreensão mútua e a participação política de diferentes segmentos dentro do espectro eleitoral.

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