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Nunes Marques suspende divulgação de pesquisa a pedido de Flávio Bolsonaro

Decisão liminar suspende divulgação da AtlasIntel após suspeita de indução de respostas envolvendo áudio e financiamento de filme

Nunes Marques — Foto: Luiz Silveira/STF
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  • O ministro Nunes Marques suspendeu a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel sobre a disputa presidencial, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
  • A suspensão ocorre por indícios de indução de respostas, incluindo a divulgação de áudio de investigação e o contexto de financiamento do filme Dark Horse pelo empresário Daniel Vorcaro.
  • A pesquisa apontou queda no desempenho de Flávio Bolsonaro após a divulgação de que ele teria negociado com Vorcaro o financiamento do filme.
  • A liminar impede divulgação, impulsionamento, republicação ou manutenção da pesquisa nos canais oficiais da AtlasIntel; a empresa terá dois dias para esclarecer os questionamentos, e o Ministério Público Eleitoral também se manifestará; o caso seguirá para o plenário.
  • A AtlasIntel disse não haver irregularidades e destacou que o CEO Andrei Roman reconheceu, em entrevista, viés político nas perguntas e afirmou que o áudio foi apresentado no fim do questionário, negando indução.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, suspendeu nesta segunda-feira a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel sobre a disputa à Presidência. A decisão ocorre a pedido do senador Flávio Bolsonaro, que questionou as perguntas usadas na sondagem após a divulgação de negociações para financiamento do filme Dark Horse.

A suspensão também envolve o impulsionamento, a republicação ou a manutenção da pesquisa nos canais oficiais da AtlasIntel. A liminar visa evitar indução de respostas até que haja avaliação sobre a regularidade metodológica.

Nunes Marques apontou indícios de comprometimento da neutralidade metodológica e de que o levantamento pode ter extrapolado a simples aferição de opinião pública. A decisão aguarda o referendo do plenário do TSE.

Detalhes da decisão

O ministro deu dois dias para a AtlasIntel apresentar informações sobre os questionamentos do PL. O Ministério Público Eleitoral também será ouvido antes de a corte consolidar o parecer.

A decisão será pautada para a próxima sessão do tribunal, prevista para terça-feira (9). A corte deve analisar a possibilidade de manter, ajustar ou revogar a liminar.

Um dos pontos centrais é se o áudio enviado pelo senador a um ex-banqueiro foi exibido aos entrevistados antes da pergunta sobre intenção de voto. Advogados de Flávio Bolsonaro sustentam que o material poderia ter influenciado as respostas.

A AtlasIntel negou irregularidades e afirmou que críticas jurídicas sem embasamento técnico prejudicam o debate público. O instituto se colocou à disposição para esclarecer os fatos.

Em entrevista concedida à CNN Brasil, o CEO Andrei Roman reconheceu o viés político em perguntas feitas aos entrevistados. Ele afirmou que o áudio foi apresentado ao fim do questionário e negou indução.

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