- O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, atendeu a pedido do PL e suspendeu a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel que apontava queda de seis pontos na intenção de voto de Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno com Lula, divulgada em dezessete de maio.
- A decisão é liminar e será submetida ao referendo do plenário da Corte.
- O ministro apontou suspeitas de indução ao eleitor nas perguntas da pesquisa, registrada como BR-06939/2026.
- Nunes Marques citou entrevista do CEO da AtlasIntel à CNN, na qual ele afirmou que o áudio de Flávio seria problemático para a imagem do pré-candidato e revelaria fatos graves capazes de comprometer a viabilidade dele no ciclo eleitoral.
- A decisão determina que a AtlasIntel se abstenha de promover nova divulgação, impulsionamento, republicação ou manutenção da pesquisa até nova deliberação do TSE.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, suspendeu a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel que indicava queda na intenção de voto de Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno com Lula (PT). A decisão é liminar e será submetida ao plenário.
A ação foi movida pelo PL, que contestou a divulgação do estudo. A AtlasIntel havia divulgado a pesquisa em 19 de maio, após a divulgação de um áudio envolvendo Flávio Bolsonaro.
O ministro entendeu haver suspeitas de indução ao eleitor nas perguntas formuladas pelo instituto. A decisão cita também a entrevista do CEO da AtlasIntel à CNN, divulgada no mesmo dia, em que ele sinaliza impactos negativos para a imagem de Flávio.
Segundo o despacho, o CEO reconheceu viés político do conteúdo aos entrevistados e expressou opinião sobre desgaste eleitoral do pré-candidato. A autoridade ressalta o potencial de efeitos sobre a viabilidade da candidatura.
Ao determinar a suspensão, Nunes Marques decidiu que a AtlasIntel se abstenha de promover nova divulgação, impulsionamento, republicação ou manutenção do levantamento registrado sob o n. BR-06939/2026 até deliberação posterior do TSE.
Medida liminar
A liminar estabelece que a atlas intel não pode veicular o estudo até nova decisão do plenário. O caso seguirá para apreciação do colegiado, que avaliará a continuidade ou modulação da suspensão. O desdobramento depende de deliberação da Corte.
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