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Prédios tombados no centro serão leiloados, incluindo Cine Marrocos e Banco de São Paulo

Leilão de imóveis tombados no centro de São Paulo, após transferência de secretarias, mira uso privado para moradia, hotelaria e lazer

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  • O governo de São Paulo planeja leiloar prédios tombados no centro, após a transferência das secretarias estaduais para o novo centro administrativo nos Campos Elíseos, com foco em moradia, lazer e hotelaria.
  • Na primeira leva de venda deverão ir o Hotel Esplanada, o Cine Marrocos e o galpão vizinho, com retrofit para preservar estruturas históricas.
  • O objetivo é transferir as 26 secretarias para o complexo, após vencer a PPP com o consórcio MEZ-RZK Novo Centro, o que deve ocorrer ainda neste mês de junho.
  • Na segunda etapa entram o Saldanha Marinho, bem como os edifícios Cidade 1 e Cidade 2; o Ed ifício Caetano de Campos fica com a Escola de Música Tom Jobim e não será vendido.
  • Especialistas ressaltam a necessidade de regras de uso público e preservação dos tombamentos para evitar impactos negativos na função social do centro, mesmo com interesse privado.

O governo do estado de São Paulo planeja leiloar imóveis tombados no centro da capital para transferi-los à iniciativa privada. Entre os alvos estão o Cine Marrocos, o Hotel Esplanada e o Banco de São Paulo, que devem ser reativados como moradia, lazer e hotelaria após retrofit. O objetivo é ampliar o eixo do novo centro administrativo.

A iniciativa ocorre com a expectativa de consolidar um polo urbano alrededor da Praça Princesa Isabel, onde ficará a nova sede do governo. O consórcio vencedor da PPP para o centro foi anunciado em fevereiro, e o processo de licitação recebeu homologação das secretarias de Parcerias em Investimentos e de Projetos Estratégicos.

Os imóveis devem ser transferidos após a conclusão da realocação das 26 secretarias, hoje distribuídas em 40 endereços. Sete torres estão previstas para abrigar os 22 mil funcionários. O retorno ao mercado envolve venda ou cessão para uso misto, com foco em habitação.

Transformação do conjunto central

A proposta prevê retrofit para modernizar as estruturas históricas sem demolir as fachadas tombadas. O foco é criar bairros com moradia, hotelaria, comércio e espaços de lazer, mantendo a função pública em áreas estratégicas. Parte do debate envolve o papel social dos imóveis tombados.

Representantes técnicos destacam que a ocupação deve fomentar economia local com moradores que frequentem serviços ao redor, fortalecendo o dinamismo diurno e noturno da região. A gestão estadual salienta que o centro já concentra grande infraestrutura de mobilidade.

Pontos fortes e cautelas

Especialistas ressaltam que a venda não pode ocorrer sem diretrizes de uso que preservem o patrimônio. Há defesa de regras para evitar demolições futuras e assegurar a função social. A elaboração de diretrizes ajudará a orientar ocupação, horário de funcionamento e tipo de atividade.

A equipe técnica do governo sustenta que a destinação será definida com base no interesse público e que a demolição não está prevista para os edifícios tombados. Pequenos galpões adjacentes, como o do Cine Marrocos, podem ter destinação diferente conforme avaliação.

Priorização de imóveis na primeira leva

O anúncio da venda do primeiro lote deve ocorrer na assinatura do contrato das obras do novo centro. O conjunto inicial incluirá Hotel Esplanada, Cine Marrocos e o galpão ao lado. O governo aposta na venda em bloco para viabilizar um projeto urbanístico maior.

O Esplanada, conhecido como Copacabana Paulista, abriga desde 2012 as Secretarias de Turismo e de Agricultura. O Cine Marrocos, lacrado desde 2016, está atualmente em fase de análise administrativa pela prefeitura. O Banco de São Paulo entra na primeira leva como lote separado, com mudança gradual das atividades.

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