- Com 93,9% das urnas apuradas, Roberto Sánchez lidera o segundo turno com 50,008% dos votos, frente a 49,992% de Keiko Fujimori.
- A diferença é pequena, mantendo o resultado indefinido até o fim da apuração, por conta de votos ainda não computados em zonas rurais.
- A virada de Sánchez ocorreu às 14h58 (horário de Brasília), segundo a contagem oficial.
- No primeiro turno, o Peru teve um voto fragmentado, com 35 candidatos; Keiko Fujimori teve 17,2% e Sánchez, 12% dos votos válidos.
- Nos últimos dez anos, o Peru contabilizou nove presidentes, revelando fragilidade institucional e crise de confiança nas instituições.
O Peru aproxima-se de um resultado apertado no segundo turno das eleições presidenciais. Com 93,9% das urnas apuradas, Roberto Sánchez, candidato de esquerda, lidera com 50,008% dos votos, frente a 49,992% de Keiko Fujimori, candidata conservadora. A apuração é voto a voto até o momento.
A virada ocorreu às 14h58 (horário de Brasília), segundo o órgão eleitoral. Inicialmente, Fujimori aparecia em vantagem, mas a contagem favoreceu Sánchez à medida que se encerravam as votações nas zonas rurais, entre as últimas a serem computadas. O placar mantém a diferença muito próxima, mantendo a definição indefinida.
As urnas fecharam às 17h locais (19h em Brasília), em uma eleição marcada pela ausência de incidentes graves, em contraste com o primeiro turno, que enfrentou falhas técnicas e denúncias de irregularidades.
Contexto político
A disputa ocorre em meio a um cenário de fragmentação, com 35 candidatos no pleito, levando o Peru a um segundo turno competitivo entre forças de esquerda e conservadoras. O cientista político Lucas Berti aponta sinais de deslegitimação institucional que se sucedem desde anos de governança instável.
Ao longo de uma década, o país contabilizou nove presidentes. O mandato presidencial no Peru é de cinco anos, o que evidencia uma rotatividade atípica e fragilidade institucional, segundo especialistas. A coalizão Fujimori, com força expressiva no Congresso, tem sido crucial nesse ritmo de mudanças.
A credibilidade institucional permanece baixa, com índices de desconfiança significativos na população, especialmente em relação ao Congresso. A percepção de que partidos são pouco institucionalizados reacende o temor de mudanças rápidas no comando político sem base duradoura.
Dados de pesquisa internacional indicam que a confiança no governo e no Legislativo é limitada, alimentando uma leitura de instabilidade democrática. A dinâmica entre Executivo e Legislativo permanece o principal desafio para a governabilidade peruana.
Com informações de Thais Fascina, da GloboNews.
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