- O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo pediu explicações ao Metrô sobre a contratação de Paulo Sérgio Amalfi Meca, ex-diretor da estatal, por uma empresa do grupo vencedor da licitação da Linha 19-Celeste.
- O ex-diretor participou da elaboração da obra, cuja licitação foi de 5 bilhões de reais; a linha está orçada em 20 bilhões e conectará o centro de São Paulo a Guarulhos.
- O consórcio desclassificado, formado por Yellow River, Highland e Mendes Júnior, contestou a decisão e apontou possível conflito de interesses na contratação de Meca pela empresa do grupo vencedor.
- O Metrô afirmou que as licitações foram regulares e que a Agis, Ohla e Cetenco (grupo vencedor) atuaram dentro da lei; a Agis sustenta que a contratação ocorreu após a aposentadoria de Meca em 2024.
- O conselheiro do TCE estabeleceu prazo de dez dias para o Metrô se manifestar; o caso também envolve o Ministério Público de São Paulo e está sob avaliação do TCE.
O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo solicitou ao Metrô explicações sobre a contratação de Paulo Sérgio Amalfi Meca, ex-diretor da estatal, por uma empresa do consórcio vencedor da licitação da Linha 19-Celeste. O consórcio em questão disputa a obra de R$ 5 bilhões para o lote 1 do projeto, que integra o maior investimento da linha.
O ex-dirigente do Metrô participou da elaboração da Linha 19-Celeste, mantendo atuação em reuniões com prefeituras de São Paulo e Guarulhos e integrando o relatório de impacto ambiental. O pedido de apuração partiu após desclassificação do consórcio vencedor e envolve alegação de possível conflito de interesses na contratação.
Contexto da licitação
A linha 19-Celeste conecta o centro de São Paulo a Guarulhos e tem orçamento total estimado em R$ 20 bilhões. O lote 1, de R$ 5 bilhões, foi licitado em 2025. Empreses chinesas e a Mendes Júnior foram desclassificadas em meio à disputa, que se tornou alvo de questionamentos administrativos e investigações.
Envolvidos e posição das partes
O consórcio vencedor é formado pela Agis, Ohla e Cetenco. A Agis contrata Amalfi Meca, que saiu do Metrô em 2024, alegando experiência no setor. As empresas chinesas e a Mendes Júnior contestaram a desclassificação e apontaram suposto conflito de interesses na contratação do ex-diretor.
Andamento institucional
O Metrô afirmou que suas licitações são regulares e que não recebeu notificação do TCE até o momento. O TCE tornou pública a ordem para que o Metrô se manifeste sobre o caso, com prazo de 10 dias, e o Ministério Público de São Paulo também acompanha a disputa. A gestão do órgão reforçou o compromisso com a transparência.
A Agis informou ao jornal que Amalfi Meca foi contratado após aposentadoria, em 2024, com base na experiência no setor metroferroviário, e que a atuação segue as normas legais. O Metrô reiterou que aguardará as notificações oficiais para prestar esclarecimentos.
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