- O partido Contrato Civil, de Nikol Pashinyan, venceu as eleições parlamentares com 49,8% dos votos, contra 23,3% da Aliança Armênia Forte.
- Pashinyan afirmou vitória histórica e prometeu continuar aproximando a Armênia do Ocidente, mantendo boas relações com a Rússia.
- A participação foi de 59%, e outras forças de oposição obtiveram 9,9% e 4% dos votos; o resultado permite formar o próximo gabinete, mas não a maioria para emendas.
- A União Europeia manifestou apoio à Armênia e a aproximação com a Europa, com Ursula von der Leyen sinalizando alinhamento crescente; o presidente francês Macron também ressaltou o apoio a esse caminho.
- O principal rival denunciou irregularidades, classificando as eleições como vergonhosas, em meio a tensões com a Rússia e à dúvida sobre a influência do Kremlin na política armênia.
O partido Contrato Civil, do premiê Nikol Pashinyan, venceu as eleições parlamentares na Armênia. Após a contagem de todas as seções, a legenda marcou 49,8% dos votos, frente a 23,3% da Aliança Armênia Forte, liderada pelo empresário russo-armênio Samvel Karapetyan. A participação eleitoral foi de 59%.
Pashinyan afirmou tratar a vitória como histórica e sinalizou continuidade da abertura ao Ocidente, ao mesmo tempo em que manteve referências a uma relação sólida com a Rússia. O premiê tem dito que a Armênia deve orientar suas relações para a Europa e os EUA, sem romper com Moscou.
A votação ocorreu no contexto de tensões regionais, com a Armênia buscando aproximação com a União Europeia. A presidente da UE, Ursula von der Leyen, afirmou apoio à trajetória europeia de Yerevan, via redes sociais, enquanto o presidente francês destacou o interesse em fortalecer vínculos com a Armênia.
Diálogo externo e composição do parlamento
- Outras duas forças de oposição, a Aliança Armênia e o bloco Armênia Próspera, obtiveram 9,9% e 4% dos votos, respectivamente, segundo a Comissão Eleitoral. O resultado técnico permite a formação de um gabinete pela coalizão de Pashinyan, embora não garanta maioria para emendas constitucionais.
Karapetyan denunciou irregularidades eleitorais e queixas de repressão à oposição, alegando prisões de membros de sua equipe. O rival permanece em prisão domiciliar desde 2025, em processo de alegada conspiração para usurpar o poder.
Contexto regional e impactos estratégicos
A Armênia sofreu derrota militar em Nagorno-Karabakh em 2020 e a região foi controlada por Azeredo em 2023, provocando deslocamentos de cerca de 100 mil armênios. A aposta de Pashinyan é por cooperação regional estável e diálogo com Baku, com foco na paz institucional.
A relação com a Rússia, tradicional parceira, permaneceu complexa diante da tentativa de afastamento rumo ao Ocidente. Moscou reagiu com cautela a esse movimento, enquanto a dinâmica interna da Armênia continua sob escrutínio internacional.
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