- O Conselho de Ética da Câmara aprovou o afastamento de Marcos Pollon por quebra de decoro, com 9 votos a favor e 4 contra, em decisão tomada nesta terça-feira, 9 de junho de 2026.
- A suspensão é de 60 dias e tem como base um discurso de agosto de 2025 em Campo Grande, no qual Pollon criticou colegas e chamou Hugo Motta de “bosta”.
- A decisão não gera suspensão imediata; a defesa pode recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para contestar eventual vício processual antes de seguir ao Plenário.
- Pollon já enfrenta outra representação no Conselho de Ética, aprovada em 5 de maio, por obstrução ao acesso do presidente à Mesa Diretora; o caso tramita na CCJ.
- Pollon confirmou que irá recorrer à CCJ e pretende manter a tramitação até a decisão final do Plenário.
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (9/6/2026), o afastamento do deputado Marcos Pollon (PL-MS) por quebra de decoro parlamentar. A decisão pode suspender o mandato por 60 dias, com 9 votos a favor e 4 contrários. A deliberação baseou-se em discurso proferido pelo parlamentar em agosto de 2025, durante evento em Campo Grande (MS).
O parecer, apresentado pelo deputado Ricardo Maia (MDB-BA) e assinado por Gilberto Abramo (Republicanos-MG), recomendava uma suspensão de 90 dias, porém foi acolhido com menor tempo pela maioria do colegiado. O documento cita acusações de ofensas a colegas de bancada, além de críticas ao presidente da Câmara, Hugo Motta.
Pollon confirmou ao Poder360 que irá recorrer à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) contra a suspensão. O caso integra a segunda representação contra o deputado no Conselho de Ética, aberta após ele ter obstruído o acesso do presidente à Mesa Diretora em agosto de 2025. O processo já tramita na CCJ e, após análise, seguirá para o Plenário.
Próximos passos no processo
A decisão do Conselho de Ética não suspende imediatamente Pollon. A defesa poderá apresentar vícios processuais à CCJ, que fará nova avaliação. Encerrada a análise, o tema retornará ao Plenário para votação final. Fonte: Poder360.
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