- O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, disse que a Lei Antifacção é mais importante no combate ao crime organizado no Brasil do que a classificação dos EUA sobre as facções CV e PCC como organizações terroristas globais.
- Segundo ele, o parlamento já produziu a Lei Antifacção, ferramenta que o Brasil deve aperfeiçoar e usar com cooperação internacional, desde que não haja violação da soberania.
- O ministro afirmou que a visão dos Estados Unidos não interessa à população brasileira, que busca medidas eficazes para enfrentar a criminalidade.
- A classificação dos CV e PCC como terroristas pelo Departamento de Estado foi anunciada no mês passado e entrou em vigor em cinco de junho; o Brasil recebe com ressalvas, temendo interferência externa e possíveis sanções.
- Lima e Silva também comentou a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, dizendo não haver dúvida sobre o suicídio e que a perícia e a PF robustas sustentam essa conclusão.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou nesta terça-feira (9) que a Lei Antifacção é mais importante no combate ao crime organizado no Brasil do que a classificação dos EUA que designa facções criminosas como terroristas globais. A declaração foi feita durante audiência conjunta na Câmara dos Deputados.
Segundo Lima e Silva, o Parlamento já aprovou a Lei Antifacção, ferramenta central para enfrentamento do crime organizado. O ministro destacou a necessidade de cooperação entre Brasil e outros países, desde que não haja violação da soberania nacional.
Ele explicou que a administração brasileira vê com ressalvas a decisão dos Estados Unidos, anunciada no mês passado e em vigor desde 5 de junho, por temer interferência externa e sanções econômicas. A prioridade, segundo ele, é adotar medidas efetivas de combate.
A audiência também tratou da morte de Luiz Phillipi Machado Mourão, conhecido como Sicário, ligado a Daniel Vorcaro. O ministro afirmou não haver dúvida sobre o suicídio, sustentando que há evidências periciais robustas e depoimentos de oficiais que assistiram ao vídeo.
Sobre o episódio, Lima e Silva afirmou que a Polícia Federal apurou o caso com rigor. Mourão foi preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, ocorrida em março, e morreu semanas depois na Superintendência da PF em Minas Gerais.
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