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Partido de Paes pede investigação do MP contra Castro e ex-chefe da polícia

PSD solicita ao Ministério Público abertura de inquérito civil por improbidade contra Castro, Curi e Cassundé, por uso da estrutura do estado na operação contra Salvino Oliveira

Felipe Curi, ex-chefe da Polícia Civil, e Cláudio Castro, ex-governador do Rio (Foto/Reprodução)
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  • O PSD protocolou no Ministério Público uma representação por improbidade administrativa contra o ex-governador Cláudio Castro, o ex-secretário de Polícia Civil Felipe Curi e o delegado Pedro Cassundé, ligada à operação que mirou o vereador Salvino Oliveira em março.
  • A ação afirma uso indevido da estrutura do estado e promoção de fins político-eleitorais, incluindo a alegação de ausência de justa causa para continuar as investigações contra Salvino.
  • Castro nega as acusações, dizendo que a operação foi legítima e não teve finalidade política; Curi afirma ter atuado apenas como porta-voz da instituição.
  • Salvino Oliveira foi alvo de investigação ligada a suposta ligação com o Comando Vermelho; a Justiça acabou trancando o caso por entender que não havia provas de crimes.
  • O PSD pediu ao MP a abertura de inquérito civil para apurar condutas dos agentes e possíveis responsabilizações, enquanto Salvino afirma que é necessário investigar o uso da máquina pública para perseguição política.

O PSD protocolou nesta terça-feira, 9, uma representação por improbidade administrativa ao Ministério Público do Rio envolvendo o ex-governador Cláudio Castro, o ex-secretário de Polícia Civil Felipe Curi e o delegado Pedro Cassundé. A ação se refere à operação policial que mirou o vereador Salvino Oliveira, em março, e que levou à prisão temporária do parlamentar antes de ser desfeita pela Justiça por entender que houve uma série de irregularidades.

Segundo o partido, o conjunto de provas apresentado aponta irregularidades na condução do caso, sugerindo uso indevido da estrutura do Estado com fins político-eleitorais. Entre as alegações estão a suposta ausência de justa causa para a continuidade das investigações contra Salvino Oliveira, filiado ao PSD e representante da Cidade de Deus.

Castro negou as acusações, afirmando que há uma tentativa de transformar uma ação de segurança em disputa político-partidária. O ex-secretário Curi afirmou ser apenas porta-voz institucional na ocasião. A Polícia Civil foi oficialmente procurada pela reportagem para comentar a posição de Cassundé, responsável pela investigação envolvendo Salvino Oliveira.

Pedido de apuração ao Ministério Público

O PSD solicita abertura de um inquérito civil para investigar os fatos e eventual responsabilização de agentes públicos por improbidade administrativa. Salvino Oliveira, alvo da operação, era apontado por ligações com lideranças do Comando Vermelho. A Justiça, ao trancar a investigação, entendeu faltar provas de crimes.

O partido sustenta que houve flagrantes indícios de que a prisão foi instrumentalizada para apoiar discurso político contra o grupo do vereador. Em referência à publicação da época, o PSD destacou uma postagem de Castro na qual a prisão de Salvino aparecia com uma legenda associando o vereador ao comando criminoso.

Repercussões e desdobramentos

Advogados do PSD protocolaram no STJ, em 26 de maio, uma petição complementar à representação criminal contra Curi, Cassundé e Castro, reforçando o pedido de apuração de condutas dos três. Salvino Oliveira afirmou que o uso da estrutura pública para perseguição política precisa ser apurado, ressaltando que a democracia não tolera esse tipo de prática.

Ponto de vista do ex-governador

Cláudio Castro afirma não ter havido desvio de finalidade nem uso indevido da máquina pública. Segundo ele, as forças de segurança atuaram de forma autônoma, técnica e operacional, dentro dos parâmetros legais, sob responsabilidade dos órgãos competentes. O ex-governador sustenta que operações policiais não eram orientadas por interesses partidários, mas por investigações e critérios institucionais.

Versões de Felipe Curi

O delegado reiterou que atuou apenas como porta-voz da instituição, afirmando que a operação foi deflagrada após parecer do Ministério Público e ordens judiciais, como mandados, para cumprir o protocolo. O caso segue sendo tema de debates sobre limites entre segurança pública e atuação política, com novas informações sendo acompanhadas pelos órgãos envolvidos.

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