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Pauta polêmica preocupa governo; Durigan pede que Alcolumbre segure projetos

Governo pede que Alcolumbre segure pautas com impacto bilionário; risco fiscal e econômico alto se projetos avançarem antes da eleição

O ministro Dario Durigan (Fazenda) durante reunião ministerial no Palácio do Planalto
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  • O governo avaliou como preocupante a possibilidade de avanço de propostas bilionárias no Congresso e pediu que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, segure a pauta.
  • Ministros da Fazenda, Planejamento e Relações Institucionais reuniram-se com Alcolumbre para pedir a suspensão de iniciativas como renegociação de dívidas rurais, regulação de pisos salariais e expansão de benefícios fiscais para templos religiosos.
  • Durigan disse que há várias PECs de base do governo e de aliados que podem confundir o momento político eleitoral, ressaltando a necessidade de responsabilidade fiscal.
  • Alcolumbre comentou que, no período eleitoral, votações poderiam levar a custos políticos e financeiros, citando a pressão por pisos e outras medidas.
  • O governo avaliou que, pelo menos neste momento, o presidente do Senado deve atender aos apelos oficiais e segurar votações de projetos de maior impacto, com otimismo de Durigan sobre o desfecho.

Na tarde desta terça-feira, governo federal pediu ao Senado para suspender a votação de uma lista de propostas com impacto bilionário nas contas públicas. A reunião ocorreu no Palácio do Planalto entre ministros da Fazenda, Planejamento e Relações Institucionais e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Segundo pessoas presentes, o objetivo é evitar impactos fiscais severos antes do período eleitoral. Entre as propostas em foco estão a renegociação de dívidas rurais, regulamentação de pisos salariais para várias categorias e ampliação de benefícios para templos religiosos.

Durigan afirmou aos jornalistas que há preocupação com o conjunto de PECs apresentadas pela base ao Congresso. Ele ressaltou a necessidade de responsabilidade fiscal e de não comprometer a economia do país.

Bruno Moretti e José Guimarães acompanharam a defesa de uma gestão mais contida. O grupo enfatizou que a notícia de votações rápidas pode confundir os cenários político e econômico do país.

No Senado, Alcolumbre respondeu a pressões de votação durante a sessão. Um senador da base governista pediu a aprovação de um piso para garis, o que gerou críticas à velocidade das decisões em ano eleitoral.

Alcolumbre disse que a discussão sobre votações com alto impacto exige equilíbrio. Ele citou a necessidade de evitar custos eleitoreiros e manter a responsabilidade fiscal.

Ainda durante a sessão, o presidente do Senado destacou que não poderia votar apenas para agradar setores. A fala reforçou a ideia de condução cuidadosa diante de propostas sensíveis.

Dentro do governo, a avaliação é de que Alcolumbre deve manter a pauta sob controle. A expectativa é de que haja comissões para analisar os temas mais relevantes antes de avançar.

A pasta da Fazenda não divulgou o custo total das propostas, mas informou que a avaliação de impacto está em curso. O governo busca, assim, evitar distorções na economia enquanto tenta mitigar efeitos da alta dos combustíveis.

Ponto de mudança de tema

Diálogo com o Senado e expectativa de equilíbrio fiscal

Reação interna à atuação de Alcolumbre e perspectivas futuras

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