- Embaixada dos Estados Unidos em Brasília anunciou um programa de intercâmbio para jovens atletas de Brasil, Sri Lanka, Israel, Quirguistão, República Centro-Africana, Nigéria e Trindade e Tobago, com treinamentos e estudos em Los Angeles, antes da Copa do Mundo de 2026.
- As políticas de imigração de Donald Trump, promovidas como defesa da segurança nacional, resultaram na suspensão de vistos para cidadãos de dezenove países, com exceções limitadas para diplomatas, eventos esportivos e casos especiais.
- A tensão envolvendo o Irã levou a discussões sobre substituição da seleção pela Itália e a mudança de centro de treinamento do país para o México, além de restrições de visto para membros da delegação iraniana.
- Outros casos de dificuldades com vistos incluíram o haitiano Pierre Woodensky, que chegou aos EUA após atrasos, e Breel Embolo, da Suíça, que teve autorização de entrada apenas no último dia de preparação.
- A Federação Internacional de Futebol (Fifa) disse não ter controle sobre as políticas de imigração dos países-sede, destacando que as decisões são soberanas dos EUA, México e Canadá.
A Embaixada dos EUA em Brasília anunciou na terça-feira 9 de junho um projeto para levar jovens atletas de Brasil, Sri Lanka, Israel, Quirguistão, República Centro-Africana, Nigéria e Trinidad e Tobago para treinarem e estudarem em Los Angeles. A ação ocorre no contexto da preparação para a Copa do Mundo 2026.
Ao mesmo tempo em que divulga o intercâmbio esportivo, mudanças de política de imigração associadas ao governo de Donald Trump geram episódios polêmicos envolvendo seleções que vão disputar o torneio. A tensão afeta a relação entre esporte e política externo.
O caso mais emblemático envolve a seleção do Irã, classificada para a Copa de 2026 e alvo de ataques norte-americanos. Trump chegou a sugerir que a participação do Irã no Mundial não seria apropriada, em um cenário de tensão entre os dois países.
A guerra contra a imigração
Conter a imigração foi uma das promessas centrais de Trump em 2024, e medidas começaram a valer em janeiro de 2025. O governo passou a adotar políticas mais restritivas, incluindo deportações em massa e suspensão de vistos para 19 países.
Entre as exceções estão diplomatas, cidadãos com dupla nacionalidade e participantes de eventos esportivos, conforme descrito por autoridades. O Irã, entre outros, ficou parcialmente afetado pela suspensão de vistos.
Segundo o Financial Times, houve sugestão de substituir o Irã pela Itália na Copa, o que não ocorreu. A Fifa manteve as partidas do Irã agendadas nos Estados Unidos, conforme determinação da entidade.
Logística e vistos
A decisão de transferir treinos do Irã para o México ocorreu devido a dificuldades de visto, que só chegaram em 5 de junho. Mesmo com autorização para parte da delegação, a entrada do presidente da federação iraniana ficou restrita.
Uma semana antes do torneio, o time precisou entrar nos EUA com apenas 36 horas para sair, partindo para o centro de treinamento no México. Tais medidas impactam a logística da equipe.
O caso também atingiu a equipe do Haiti, com o meio campo Pierre Woodensky perdendo parte da preparação por dificuldades de visto. O jogador chegou à Flórida apenas no dia 2 de junho.
Além disso
O suíço Breel Embolo também enfrentou atraso para obtenção de visto, recebendo autorização no dia 4 de junho. Além disso, o árbitro Omar Artan, da Somália, foi impedido de entrar nos EUA após desembarcar em Miami, mesmo com visto, após longo interrogatório.
A Somália está na lista de países com restrições de visto para entrada nos EUA, citada pelo governo norte-americano como região de alto risco. A Fifa afirmou que não tem controle sobre políticas de imigração dos países-sede.
O que diz a Fifa?
A Fifa afirmou que não tem ingerência sobre as decisões de imigração dos países sedes. A entidade destacou que tais questões são soberanas e cabe aos governos decidirem sobre permissões de entrada para atletas, dirigentes e delegações.
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