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47% dizem que Flávio influenciou novo tarifaço nos EUA

Pesquisa aponta que 47% associam Flávio Bolsonaro a novo tarifaço dos EUA; 46% acreditam que o Pix é alvo da retaliação

Flávio encontra Donald Trump na Casa Branca — Foto: Reprodução/Redes sociais
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  • Pesquisa Genial/Quaest aponta que 47% dos brasileiros concordam com Lula ao dizer que houve novo tarifaço dos EUA contra o Brasil; 35% discordam e 18% não souberam responder.
  • Entre eleitores do PT e da esquerda, a maioria acredita em Lula; entre eleitores de direita não bolsonaristas e bolsonaristas, a maioria acredita em Flávio.
  • A tensão envolve o encontro de Flávio Bolsonaro com o presidente dos EUA na Casa Branca, após o anúncio de tarifa punitiva de 25% pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos.
  • Sobre o Pix, 46% dizem que Lula está certo em classificar o tarifaço como retaliação ao Pix; 36% concordam com Flávio.
  • Em relação à eleição de outubro, 39% disseram que o tarifaço aumentou a vontade de votar em Lula, enquanto 30% disseram que aumentou a vontade de votar em Flávio.

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que a discussão sobre tarifas e o tema Pix seguem em evidência na opinião pública brasileira. O estudo indica que 47% dos brasileiros concordam com Lula ao afirmar que Flávio Bolsonaro atuou para um novo tarifaço dos EUA contra o Brasil, após o encontro do senador com Trump na Casa Branca.

Ao mesmo tempo, 35% discordam da ideia de que Flávio pediu para evitar novas tarifas. Outros 18% não souberam ou não responderam. Entre eleitores de esquerda e independentes, a maioria apoia Lula; entre eleitores de direita e bolsonaristas, a maioria apoia Flávio. A pesquisa tem registro no TSE e foi realizada entre 5 e 8 de junho com 2.004 votantes.

O alerta de novo tarifaço veio após o anúncio do Escritório de Comércio dos EUA de uma investigação que aponta práticas brasileiras injustas e propõe tarifa de 25%. O tema foi seguido por uma segunda investigação de 60 países, incluindo o Brasil, por falha em coibir trabalho forçado, com tarifas adicionais de 12,5% previstas. Lula e aliados associaram o episódio a uma defesa da soberania nacional e tentaram associar Flávio a esse movimento.

Pix

Segundo o levantamento, 46% dos entrevistados acham correto que o novo tarifaço seja uma retaliação ao Pix, sistema de pagamentos instantâneos. Outros 36% discordam dessa leitura, enquanto 10% concordam parcialmente e 8% não souberam responder. Entre os eleitores de Lula, 92% veem a posição dele como correta; entre esquerda não lulista, 85%; entre independentes, 39%. Entre apoiadores de Flávio, 75% a 87% concordam com a leitura do tarifaço como retaliação aos EUA.

A pesquisa também questionou se o tarifaço aumenta a vontade de votar em Lula ou em Flávio. Para 39%, a possibilidade elevou o ânimo de votar em Lula; 30% disseram o mesmo sobre Flávio. Outros 23% não mudaram de posição e 8% não souberam responder.

Patriotismo

Ao medir percepção de patriotismo, 47% apontaram Lula como quem melhor defende os interesses do Brasil, contra 37% que citaram Flávio. Outros 10% responderam nenhum dos dois e 6% não souberam responder. Lula teve maior intersecção entre seus eleitores e entre independentes, enquanto Flávio teve maior apoio entre eleitores de direita e bolsonaristas.

Sobre o conhecimento das novas tarifas, 51% afirmaram não saber ou estar informados, 48% disseram ter conhecimento. Em relação ao impacto na vida, 55% acreditam que as tarifas vão afetar negativamente a vida de pessoas, contra 37% que julgaram que não farão diferença. A taxa de percepção de recuo de tarifas pelo governo americano ficou em 49% para a volta atrás, 35% acreditam que não.

O governo dos EUA ainda avalia as medidas, com audiência pública prevista e prazo de decisão até 15 de julho. A Quaest realizou a pesquisa com 2.004 eleitores com mais de 16 anos, em âmbito nacional, seguindo método com margem de erro de dois pontos percentuais.

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