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CCJ do Senado aprova PEC que amplia aposentadoria de agentes de saúde

CCJ aprova PEC que amplia aposentadoria de agentes de saúde; custo para municípios pode chegar a R$ 165 bilhões em 30 anos, com compensação federal

1 de 1 CCJ do senado - Foto: Reprodução/TV Senado
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  • A CCJ do Senado aprovou a PEC 14/2021, que cria aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.
  • Mulheres poderiam se aposentar aos 57 anos e homens aos 60, com 25 anos de contribuição e de efetivo exercício; vale para RGPS e regimes próprios.
  • A proposta segue para o plenário em regime de calendário especial, e requer 3/5 dos votos dos senadores para aprovação.
  • A CNM calcula impacto de até R$ 165 bilhões em trinta anos para os cofres municipais, com mecanismos de compensação financeira para estados e municípios.
  • Além da aposentadoria, a PEC regulariza vínculos dos agentes e amplia garantias constitucionais a agentes indígenas de saúde e de saneamento.

A CCJ do Senado aprovou nesta terça-feira a PEC 14/2021, que cria uma aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE). A matéria segue para apreciação do plenário em regime de calendário especial, precisando de 3/5 dos votos.

Não houve registro nominal de votos. O texto pode alterar regras de aposentadoria para trabalhadores vinculados ao RGPS e aos regimes próprios de previdência dos entes públicos, com efeito financeiro significativo para estados e municípios.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) estima que o custo possa chegar a 165 bilhões de reais em 30 anos para as finanças municipais. A entidade aponta que as novas regras elevam despesas previdenciárias locais.

Detalhes da proposta

Pelas regras da PEC, mulheres poderão se aposentar aos 57 anos e homens aos 60, com 25 anos de contribuição e de efetivo exercício na função. As mudanças valeriam tanto para o RGPS quanto para regimes próprios.

O principal efeito envolve a redução dos requisitos para aposentadoria, o que deve aumentar as despesas com previdência nos próximos anos. A proposta prevê mecanismos para compensação financeira entre os entes federativos.

mecanismos de compensação

O parecer do relator Irajá (PSD-TO) reconhece impactos fiscais e atuariais, mas aponta instrumentos para implementação gradual e compartilhamento de custos. A União ficaria responsável pela assistência financeira complementar.

A proposta também prevê aportes ao fundo do RGPS para cobrir custos advindos das novas aposentadorias. O objetivo é reduzir incertezas fiscais associadas a despesas obrigatórias.

Inclusões e objetivos

Além das disposições previdenciárias, a PEC regulariza vínculos de ACS e ACE e estende garantias constitucionais a agentes indígenas de saúde e de saneamento. A meta é maior estabilidade das políticas públicas de saúde.

Segundo o parecer, as mudanças equilibram valorização da categoria com responsabilidade fiscal. As regras de transição e compensação financeira aparecem como elementos centrais para viabilizar a medida.

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