- Novos documentos revelados pelo The Intercept indicam que ao menos US$ 10,6 milhões (cerca de R$ 61 milhões na cotação da época) foram enviados ao projeto até maio de 2025 para o filme Dark Horse.
- O material aponta um cronograma com 14 desembolsos previstos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, com o ritmo de pagamentos ainda sujeito a ajustes.
- A trilha do dinheiro, conforme o Intercept, começa na Entre Investimentos, passa pela Havengate Development Fund LP e chega à Go Up Entertainment, produtora do filme.
- A Go Up Entertainment é ligada a Karina Ferreira da Gama, responsável pela produção de Dark Horse; Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro, atua como agente legal na operação.
- A investigação federal questiona se parte dos recursos destinou-se a custear a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, em meio a dificuldades de recebimento de recursos nos EUA.
Segundo a reportagem do The Intercept, novos documentos revelam parte do caminho percorrido pelos recursos destinados ao financiamento do filme Dark Horse, que retrata a história de Jair Bolsonaro. Estima-se que ao menos US$ 10,6 milhões — cerca de R$ 61 milhões na cotação da época — foram enviados até maio de 2025.
A documentação aponta uma planilha que registra quase US$ 24 milhões em aportes, com cronograma de 14 desembolsos entre jan/2025 e jan/2026. Segundo o site, até maio de 2025 já haviam sido repassados US$ 10,6 milhões, com indícios de valores adicionais em negociação.
Comprovante de transferência internacional
Entre os documentos está um comprovante de transferência via Swift, que mostra envio de US$ 2 milhões em 13 de fev/2025 para Havengate Development Fund LP, com sede no Texas. O fundo é administrado pela Law Offices of Paulo Calixto PLLC, ligado ao advogado de Eduardo Bolsonaro.
Conforme o comprovante, a remessa partiu da Entre Investimentos, empresa que, segundo fontes, não admite vínculo societário com Vorcaro, mas há indícios de ligação operacional entre as partes. O dinheiro seguiria para Go Up Entertainment, produtora de Karina Ferreira da Gama, responsável pela produção do Dark Horse.
As investigações da Polícia Federal contestam se parte dos recursos destinou-se a custear a permanência de Eduardo Bolsonaro nos EUA. O STF havia bloqueado contas e dificultado recebimento de recursos no exterior, o que motivou apurações sobre desvios.
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