- A Suprema Corte da Flórida autorizou o uso de novos limites de distritos da Câmara dos EUA, desenhados pelo Partido Republicano, para as eleições de meio de mandato.
- A decisão, por 6 a 1, negou pedido de liminar dos eleitores, sem julgar o mérito do caso; os juízes alegaram falta de jurisdição para intervir neste estágio.
- O mapa foi aprovado pelo governador Ron DeSantis após sessão especial de dois dias, e pode aumentar a vantagem republicana, com a possibilidade de conquistar quatro cadeiras a mais.
- O prazo para candidatos se inscrever nas primárias de oito de agosto é nesta sexta-feira; o resultado pode manter o mapa para o pleito.
- Críticos afirmam que o redesenho é um “gerrymandering” partidário; o caso deve seguir para os tribunais inferiores, com possível desdobramento até 2028.
O estado da Flórida ganhou sinal verde para usar os novos distritos da Câmara dos EUA, criados por republicanos, nas eleições de meio de mandato. A Suprema Corte local, em decisão de 6 a 1, negou pedido de liminar dos autores da ação, sem julgar o mérito. A pasta jurídica alegou falta de jurisdição para atuação neste estágio.
Os distritos foram aprovados pelo governador Ron DeSantis após sessão legislativa relâmpago de dois dias. Os republicanos já controlam 20 de 28 cadeiras da Câmara na Flórida, e a nova configuração pode favorecer a conquista de quatro vagas adicionais.
A decisão gera certezas para candidatos, com prazo de qualificação até sexta-feira para as primárias de 18 de agosto. O procurador-geral James Uthmeier, do GOP, celebrou a vitória nas redes sociais. Oposição promete manter a batalha na Justiça, possivelmente até 2028.
Críticos afirmam tratar-se de um redistritamento partidário. Genesis Robinson, da Equal Ground, acusa a corte de favorecer o poder político. Amy Keith, da Common Cause Florida, diz que o mapa é claramente partidário e pretende impedir impactos futuros.
O novo mapa redesenha um distrito no sudeste da Flórida, conforme alegações do escritório de DeSantis, para evitar violar a Lei dos Direitos de Voto. A norma estadual de 2010 proíbe gerrymandering partidário e a redução da capacidade de eleitores de minorias raciais ou linguísticas.
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