- O ministro Floriano de Azevedo Marques afirmou que é comum candidatos questionarem pesquisas, e que a suspensão de divulgação pela Justiça não é comum, mas não é rara.
- A declaração ocorreu durante congresso da Associação Brasileira de Internet (Abranet) em Brasília, nesta terça-feira (9).
- Ele comentou a decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, de suspender a divulgação da pesquisa Atlas que mostrava queda da intenção de voto de Flávio Bolsonaro (PL).
- O ministro não comentou a decisão diretamente, dizendo que ela será analisada pelo plenário a partir das 19h e que ainda precisa decidir se há compatibilidade com a jurisprudência.
- Azevedo Marques também disse que é grato por não ter sido nomeado juiz de propaganda, função que costuma ficar com ministros substitutos; Kassio Nunes Marques designou André Mendonça e Estela Aranha para o papel.
O ministro Floriano de Azevedo Marques Neto, do TSE, afirmou que é comum candidatos questionarem pesquisas eleitorais, e que a suspensão de divulgação não é comum, mas também não é rara. A declaração ocorreu durante congresso da Abranet em Brasília.
Ele comentou a decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, de suspender a divulgação da pesquisa Atlas que indicava recuo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A pesquisa havia sido publicada em 19 de maio, após a divulgação de áudio em que o senador pedia dinheiro a um empresário.
O ministro evitou comentar a decisão específica, que será analisada pelo plenário do TSE a partir das 19h. Questionou se a medida está conforme a jurisprudência, afirmando que o tema será definido no julgamento.
Durante o evento, Azevedo Marques também destacou não ter sido nomeado como juiz de propaganda. Atribuição admitida como prerrogativa do presidente da corte, que indicou substitutos para a função.
Kassio Nunes Marques, por sua vez, incluiu a si mesmo entre os magistrados responsáveis por analisar ações envolvendo propagandas eleitorais. O movimento coincidiu com a suspensão da pesquisa Atlas a pedido do PL.
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