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Kalshi exige dados de emprego de usuários para evitar uso de informações privilegiadas

Kalshi passa a exigir dados de emprego para mercados de alto risco, medida para evitar uso de informações privilegiadas e cumprir regulações regulatórias

O logotipo da Kalshi, plataforma de mercado preditivo
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  • A Kalshi passará a exigir que usuários informem dados de emprego atual para negociar em mercados de alto risco, via formulário online, para reduzir uso de informações privilegiadas.
  • A medida abrange mercados vinculados a informações privadas sensíveis, como entregas de Teslas em determinado trimestre ou preço de venda de obras de arte.
  • A verificação dessas informações não ocorre de imediato; se um empregador sinalizar atividade suspeita, a Kalshi investigará, poderá solicitar comprovante de vínculo ou encaminhar o caso às autoridades.
  • A mudança ocorre em meio a pressão regulatória nos Estados Unidos para reprimir abusos em mercados preditivos, com propostas de proibição de uso de informações não públicas por funcionários.
  • O comitê consultivo recomendou medidas de segurança mais rígidas; a Kalshi afirmou que não oferece mercados sobre guerra, assassinato ou violência, mas reconhece riscos incidentais de segurança nacional.

A Kalshi anunciou na terça-feira (9) que passará a exigir que usuários informem dados de emprego atual para negociar em mercados de alto risco. A medida visa reduzir o uso de informações privilegiadas e proteger a integridade do mercado.

A empresa já exigia divulgação de emprego para mercados considerados sensíveis à segurança nacional. Agora, usuários precisarão preencher um formulário online detalhando onde trabalham para apostar em mercados com informações privadas sensíveis.

A regra não prevê verificação automática das informações de emprego. Caso um empregador sinalize atividade suspeita, a Kalshi pode investigar, pedir comprovante de vínculo ou encaminhar o caso às autoridades. Em alguns casos, o acesso a negociações pode ser bloqueado.

O anúncio ocorre em meio a pressões regulatórias sobre mercados preditivos, que vêm ganhando destaque por movimentarem grandes volumes. Projetos de lei nos EUA discutem restringir apostas de funcionários públicos com base em informações não públicas.

Segundo a Kalshi, as mudanças seguem recomendações de um comitê consultivo criado neste ano. O colegiado incluiu medidas de segurança, como facilitar denúncias de atividades suspeitas. A plataforma ressalva que não oferece mercados sobre guerra, assassinato ou violência.

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