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Maioridade penal: próximos passos da proposta que reduz idade de 18 para 16 anos

Comissão especial deve analisar PEC que reduz maioridade penal de dezoito para dezesseis anos, após aprovação da CCJ, com entraves constitucionais

Discussão da maioridade penal ganhou força após caso do cão Orelha envolvendo adolescente
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  • A Câmara aprovou na CCJ a Proposta de Emenda à Constituição que reduz a maioridade penal de dezoito para dezesseis anos; o texto segue para uma comissão especial.
  • A comissão especial precisa ser instalada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, para aprofundar o tema e emitir relatório.
  • O relator Coronel Assis apresentou parecer defendendo que a inimputabilidade continue para menores de dezoito anos, e que adolescentes de dezesseis e dezessete possam responder criminalmente em casos específicos (crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte), com proteção de direitos previstos em tratados internacionais.
  • Caso passe na comissão especial, a PEC volta ao plenário da Câmara para dois turnos de votação; são necessários 308 votos favoráveis de 513 deputados para avançar. No Senado, o texto também precisa passar por comissão de Justiça e, em dois turnos, alcançar pelo menos 54 senadores.
  • Existem objeções constitucionais e internacionais que podem dificultar a aprovação, incluindo debates sobre o artigo 228 e obrigações da Convenção sobre os Direitos da Criança.

A CCJ da Câmara aprovou nesta quarta-feira a PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. A proposta segue para uma comissão especial antes de avançar no Congresso, ainda sem data definida.

O próximo passo é instalação da comissão especial, a ser conduzida pelo presidente da Câmara, Hugo Motta. O presidente da CCJ, Deputado Leur Lomanto Júnior, prometeu celeridade na criação do colegiado.

A CCJ aprovou o parecer do relator Coronel Assis, por 44 votos a 18. O texto mantém a inimputabilidade para menores de 18, mas admite que adolescentes de 16 a 18 respondam em casos específicos como crimes hediondos.

Sobre o andamento, o relatório pode seguir para votação em plenário na Câmara, em dois turnos, com necessidade de 308 votos, equivalentes a 3/5 dos 513 deputados. Ainda haverá discussão na análise do Senado.

No Senado, a PEC deverá passar pela Comissão de Constituição e Justiça antes de ir a plenário. Se aprovada em dois turnos por pelo menos 54 senadores, será promulgada.

Obstáculos, segundo a advogada Emanuela de Araújo Pereira, envolvem a constitucionalidade. A doutrina interpreta o artigo 228 como cláusula pétrea, protegendo direitos de crianças e adolescentes, além de obrigações internacionais do Brasil.

Sob esse formato, a proposta sustenta que menores de 18 continuem com a inimputabilidade, enquanto 16-18 anos poderiam responder criminalmente em situações específicas, mantendo direitos previstos em tratados internacionais.

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