- Wellington César Lima e Silva compareceu ontem à comissão de segurança pública da Câmara, composta majoritariamente por bolsonaristas.
- A sessão era aguardada com tom ameaçador de embates entre base aliada e oposição, mas terminou morna.
- Parlamentares creditam o clima ao perfil técnico do ministro, considerado menos propenso a provocações políticas.
- Lima e Silva é o sucessor de Flávio Dino e Ricardo Lewandowski, o que, segundo fontes, influenciou a postura mais contida.
- Durante o tempo em que Dino esteve à frente da pasta, ele participou de sessão com momentos de tensão que viralizaram nas redes.
A passagem apagada de Wellington Lima e Silva pela comissão de segurança pública da Câmara chamou a atenção de aliados e opositores. O ministro compareceu ontem ao colegiado, formado majoritariamente por bolsonaristas, em Brasília. A sessão era aguardada com expectativa de embates, mas terminou de modo contido.
Parlamentares disseram que o tom foi mais técnico do que político. Lima e Silva é visto como perfil mais técnico, diferente de Dino e Lewandowski, seus antecessores. O movimento reduziu a pressão que esperava-se no debate.
Quem acompanha o tema aponta que o clima da reunião refletiu a postura do ministro. Durante o governo anterior, Dino participou de sessões com mais tensões, especialmente diante de críticas de opositores. A atuação de Lima e Silva foi considerada neutra por analistas ouvidos pelo Radar.
Perfil do ministro e desdobramentos
A avaliação entre legisladores é de que a presença de Lima e Silva não gerou confrontos explícitos. A comparação com o histórico de Dino é citada para explicar a inércia observada. Ainda não há agenda confirmada de novas audiências envolvendo o ministro.
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