- Pesquisas apontam 48% de desaprovação e 47% de aprovação ao governo Lula, com sinais de avanço do petista junto ao eleitorado de centro.
- Analista Clarissa Oliveira destaca reconquista de parte do eleitorado independente, apesar de oscilações dentro da margem de erro.
- Dois fatores para esse movimento: o que chamou de caso Dark Horse envolvendo Flávio Bolsonaro e o pacote de bondades anunciadas pelo governo.
- Flávio Bolsonaro recua nas pesquisas, mas continua como principal adversário; a polarização entre Lula e Flávio permanece.
- Há registro marginal de migração para Aécio Neves, cerca de 2% das intenções de voto; quadro é visto como melhor para Lula, mas depende de manter tendência.
Os resultados da pesquisa Genial/Quaest divulgados nesta quarta-feira (10) indicam que 48% do eleitorado desaprova o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 47% aprovam a gestão do presidente. A leitura preliminar aponta sinais de avanço de Lula junto ao eleitorado de centro, segundo a analista de Política da CNN, Clarissa Oliveira, em participação no Live CNN.
A análise afirma que há uma recuperação de parte do eleitor independente, aquele que não se coloca na polarização entre direita e esquerda. Mesmo com oscilações dentro da margem de erro, há uma tendência perceptível de ganho de apoio entre o centro, segundo Clarissa Oliveira.
Dois pilares aparecem como explicação para esse movimento. O primeiro é o chamado caso Dark Horse e o desgaste político envolvido com o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro. O segundo é o pacote de bondades e medidas anunciadas pelo governo federal, vistas como com potencial de influenciar o cenário eleitoral nos próximos meses.
Desempenho de Flávio Bolsonaro e o cenário de polarização
Apesar da queda nas intenções de voto para Flávio Bolsonaro, a analista destaca que o político do PL não deve ser descartado como força relevante. O cenário havia mostrado empate técnico até recentemente, com sinais de crescimento anterior, mas o desgaste ligado ao caso Dark Horse e ao financiamento de um filme vinculado ao pai dele impactaram a percepção pública.
A polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro permanece, segundo a avaliação, mesmo diante de recuos de apoio ao filho do presidente. Outros nomes da direita, com exceção de Renan Santos, mostraram movimento limitado para explorar o desgaste de Flávio.
Parte do eleitorado que migrou pode ter retornado a Lula, especialmente entre o contingente de centro que já votou previamente no presidente. Há registros de migração marginal para outros nomes, como Aécio Neves, com cotações próximas de 2% de intenções de voto, ainda não consolidadas em pesquisas anteriores.
Clarissa Oliveira ressalta que o quadro atual é mais favorável a Lula do que o observado no passado recente, mas o desafio é manter essa tendência positiva ao longo dos próximos meses, devido ao tempo ainda restante até a eleição.
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