- A Polícia Federal deflagrou a Operação Take Over para investigar irregularidades na gestão do fundo previdenciário dos servidores de Paulista, em Pernambuco.
- Estão cumpridos dez mandados de busca e apreensão no Recife, em Paulista e no Rio de Janeiro.
- A PF aponta que R$ 3 milhões foram destinados a investimentos de alto risco no Banco Master, em desacordo com normas de governança.
- O vínculo entre o fundo PreviPaulista e o Master foi identificado por troca de e-mails entre uma assessora comercial do banco e integrantes da gestão do instituto.
- O Estadão solicitou manifestação ao fundo previdenciário de Paulista; a instituição foi criada para gerir o Regime Próprio de Previdência Social dos servidores do município.
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a Operação Take Over para investigar irregularidades na gestão dos recursos do fundo previdenciário dos servidores de Paulista, em Pernambuco. O foco são investimentos de alto risco no Banco Master, estimados em 3 milhões de reais.
Ao todo, a PF cumpriu dez mandados de busca e apreensão no Recife, em Paulista e no Rio de Janeiro. As diligências visam esclarecer indícios de falhas de governança e de controles de segurança, liquidez e transparência.
A investigação aponta que as decisões de investimento foram tomadas de forma isolada, sem observância dos critérios legais. A ligação entre o fundo PreviPaulista e o Master veio de trocas de e-mails entre uma assessora do banco e gestores do instituto.
Detalhes da operação
Os trabalhos incluem ações no município de Paulista, na região metropolitana do Recife, e no estado do Rio de Janeiro. Não houve divulgação de prisões até o momento.
O PreviPaulista é a autarquia responsável pelo RPPS dos servidores municipais, responsáveis pelo pagamento de aposentadorias e benefícios. O Banco Master é alvo de apuração por suposta relação irregular com o fundo.
Contexto institucional
Paulista fica a cerca de 18 km do centro do Recife e tem cerca de 365 mil habitantes. A PF informou que as apurações continuam para esclarecer a extensão do suposto esquema. O Estadão solicitou manifestação ao fundo, que ainda não se posicionou.
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