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Popularidade de Lula cresce em setores estratégicos do eleitorado

Genial/Quaest: Lula avança entre independentes e jovens, ganha apoio entre quem tem ensino fundamental, com melhoria no Sudeste e Norte/Centro-Oeste

Lula ergue cartaz com referência ao Pix, que está na linha de tiro do governo dos Estados Unidos (Ricardo Stuckert/PR)
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  • A pesquisa Genial/Quaest, realizada entre 5 e 8 de junho e divulgada em 10 de junho, mostra leve melhora na avaliação do governo Lula, com aprovação estável e melhor desde janeiro, mesmo com a margem de erro de dois pontos percentuais.
  • Entre eleitores independentes, a aprovação subiu quatro pontos e a desaprovação caiu cinco pontos.
  • Houve ganho entre quem tem até ensino fundamental na avaliação da gestão, e entre jovens a desaprovação caiu e a aprovação subiu, ainda que de forma mais moderada.
  • Entre evangélicos, a desaprovação caiu de 65% para 60% e a aprovação subiu para 35%. Entre quem ganha até dois salários mínimos, a aprovação passou a 59% e a desaprovação, 36%.
  • Regionalmente, o Sudeste avançou de 40% para 43% na aprovação, Norte/Centro-Oeste também apresentou melhora, enquanto a Região Sul segue como a mais desfavorável, com 63% de desaprovação. A pesquisa aponta também influência do Desenrola e da isenção do imposto de renda para até cinco salários mínimos, além de fatores ligados à atuação do governo diante de possíveis tarifas dos Estados Unidos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viu sua popularidade subir em setores estratégicos do eleitorado, segundo estudo Genial/Quaest realizado entre 5 e 8 de junho e divulgado na quarta-feira, 10. A pesquisa é a primeira após a sinalização de possíveis tarifaços por parte dos EUA ao Brasil.

No agregado, a aprovação do governo ficou estável, com leve alta de um ponto, ante uma desaprovação estável ou em leve queda. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A avaliação positiva é a melhor desde janeiro.

Aprovação de Lula sobe entre independentes e em faixas menos favorecidas, traçando um cenário de recuperação em grupos-chave. A melhoria também aparece entre jovens, mulheres e evangélicos, ainda que em intensidade diferente conforme o grupo.

Variações por grupo

Entre eleitores independentes, a aprovação subiu quatro pontos, e a desaprovação recuou cinco. Entre quem tem até ensino fundamental, a aprovação avançou cinco pontos. Jovens mostram queda de desaprovação de cinco pontos, com aprovação dois pontos mais alta.

Entre mulheres, a aprovação voltou a crescer após margens de desaprovação superiores a aprovação em meses anteriores. Hoje, 49% aprovam, 44% desaprovam, frente a cenário anterior de desigualdade entre os dois indicadores.

Regiões também mostram movimentos distintos. Sudeste passou de 40% para 43% de aprovação, com queda de desaprovação de 54% para 51%. Norte/Centro-Oeste também apresentou melhora, ao passo que Sul permanece como a mais desfavorável, com 63% de desaprovação.

Entre evangélicos, o quadro segue desfavorável, mas houve leve melhora: desaprovação caiu de 65% para 60%, enquanto aprovam passaram de 30% para 35%. Quem ganha até dois salários mínimos acompanhou a tendência, com aprovação de 54% para 59%.

Fatores explicadores

O lançamento do Desenrola, programa de renegociação de dívidas, é apontado como influente, com 71% dizendo que houve impacto significativo ou moderado na renda. A ampliação da faixa de isenção do imposto de renda para quem ganha até cinco salários mínimos também é citada como efeito positivo.

A atuação do governo diante da ameaça de tarifaço dos Estados Unidos também contribuía para a percepção sobre o governo, segundo a pesquisa.

Metodologia

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-07661/2026. Foram entrevistados presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

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